- Novonor (ex-Odebrecht) e fundo assessorado pela IG4 assinaram acordo vinculativo com credores para quitar a dívida garantida pela Braskem.
- Houve exclusividade de 60 dias para negociar uma transação envolvendo ações da Braskem que daria ao IG4 o controle da empresa, com pouco mais de 50% das ações com direito a voto.
- A Novonor manteria cerca de 4% da Braskem sem direito a voto, enquanto a Petrobras manteria participação.
- A participação da Novonor na Braskem era usada como garantia de empréstimos, envolvendo bancos credores, incluindo estatais.
- A Braskem enfrenta dificuldades estruturais, com problemas econômicos, ambientais e de caixa, que reduziram o valor da empresa e aumentaram a alavancagem.
A Novonor (ex-Odebrecht) e um fundo assessorado pela IG4 assinaram acordo vinculativo com credores para quitar a dívida garantida pela Braskem. O acordo estabelece 60 dias de exclusividade para negociar uma transação que daria ao IG4 o controle da Braskem, com pouco mais de 50% de ações com direito a voto. A Novonor manteria cerca de 4% sem direito a voto, e a Petrobras manteria participação.
A Braskem acumula dois anos de desafios, incluindo questões ambientais, de liquidez e de preços. Várias tentativas de venda da participação da Novonor não vingaram, após o escândalo Lava-Jato.
Segundo o acordo, o fundo IG4 ficaria responsável por comprar toda a dívida da Novonor garantida por ações da Braskem. A transação permitiria ao IG4 exercer controle ao lado de outro investidor relevante, a Petrobras.
Historicamente, a participação da Novonor na Braskem foi usada como garantia de empréstimos. A Braskem enfrenta custos ambientais, desaquecimento de volumes e maior queima de caixa, com impactos na avaliação de crédito da empresa.
Contexto financeiro recente mostra deterioração: caixa de US$ 1,3 bilhão no fim de setembro, dívida líquida de US$ 7,1 bilhões e alavancagem próxima a 15 vezes o Ebitda, above as expectativas de analistas.
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