- 2025 foi marcado por tumulto geopolítico, com Trump no centro das discussões sobre tarifas, guerras comerciais e tentativa de pacificação global.
- Trump 2.0 aparece mais dovish em relação à China, reduzindo retórica anti-China e revertendo algumas medidas de Biden, embora haja tensões em tarifas.
- O ano trouxe menções a ambições territoriais (Gronlândia, Canadá, Canal do Panamá) e até a possibilidade de buscar o Nobel da Paz, sem consolidar tais ações.
- Momentos marcantes incluíram confrontos com Zelensky na Casa Branca e encontros com Ramaphosa, evidenciando o showmanismo e tensões diplomáticas.
- A análise aponta um foco externo forte para um presidente de segunda gestão, com impacto na relação de Israel e no uso de poderes executivos, observando pouca participação do Congresso.
Trump 2.0 domina 2025 com postura mais conciliadora com a China e foco em diplomacia internacional, enquanto mantém o uso intenso de tarifas e ações executivas. O ano foi marcado por tensões, tentativas de pacificação e uma trajetória internacional complexa para os EUA.
Em 2025, Donald Trump ampliou a presença global de sua política externa, segundo Peter Baker, correspondente-chefe da Casa Branca do New York Times. Em episódio do FP Live, Baker revisitou a atuação do ex-presidente e as mudanças de tom em relação a rivais e parceiros.
Trump 2.0 aparece como uma continuidade ampliada do estilo da primeira edição, mas com apoio de aliados que incentivam suas ações. Segundo Baker, o entorno do presidente passou a ser composto por pessoas que compartilham e promovem seus objetivos.
A nova estratégia inclui mudanças na abordagem com China, com redução de retórica agressiva e uma reavaliação de medidas de Biden. Em termos de objetivos, surgem menções a ambições territoriais como Gronlândia, Canadá e Canal do Panamá, além de menções ao Nobel da Paz.
Entre os episódios marcantes, destacam-se encontros com Zelenskiy e Ramaphosa, que evidenciam o espetáculo político em torno de Trump. Baker descreve dinâmicas diplomáticas que mesclam pressão, improviso e narrativa televisiva.
Alterações na política externa
A Nova Estratégia de Segurança Nacional, elaborada por H. R. McMaster no governo anterior, foi substituída por uma linha que destaca a China e a Rússia como pares ou aliados, com Europa vista como o principal desafio civilizacional, segundo o panorama apresentado por Baker.
A mudança de tom com a China surpreendeu parte da observação internacional. Trump teria desfazido parte de controles tecnológicos impostas pelo governo anterior, sem abandonar tarifas, ainda em curso. A relação bilateral permanece tensa, mas com menos ênfase no confronto direto.
Relações com líderes e conflitos regionais
Baker aponta que a atuação externa de Trump se estende à esfera de alianças e regionalismo. Em contrapartida, o governo tem mostrado resistência a algumas políticas de cooperação internacional, apesar de uma agenda de paz que inclui tentativas de desfechos em conflitos relevantes.
A cobertura também ressalta a relação com a Ucrânia. Em 2025, a presença de Zelenskiy no Salão Oval gerou um momento fora do comum, com trocas públicas de tom que ilustram a volatilidade da diplomacia sob Trump. A reunião tornou-se referência em narrativa televisiva.
A relação com Israel também ganhou nuances. O governo anterior firmou posições fortes em favor de Israel, ao passo que, no segundo mandato, houve pressões estratégicas sobre Netanyahu para adoção de medidas políticas. O acordo de Gaza, embora celebrado, gerou divergências internas sobre caminhos futuros de paz.
Perspectivas do cenário internacional
Entre temas de peso, o interesse de Trump pelo Nobel da Paz é destacado pela cobertura, assim como as discussões sobre o núcleo econômico da agenda externa e a gestão de recursos minerais. A influência de familiares envolvidos em negócios internacionais é mencionada como elemento relevante do cenário.
Putin e Moscou aparecem como referência para leitura estratégica de Trump no exterior. A leitura de Baker sugere que a postura do presidente americano oferece margens para acenos de cooperação com a Rússia, ao mesmo tempo em que redefine a relevância da Ucrânia na geopolítica regional.
Israel e Oriente Médio
O envolvimento com o conflito israelense-palestino continua a ser pivotal. Enquanto a gestão anterior aproximou Israel de certos acordos, o segundo mandato traz dinâmica de pressão e negociação com diferentes atores regionais. A condução de operações humanitárias e de cessar-fogo compõe o mosaico diplomático atual.
A leitura de Baker aponta que o componente econômico, incluindo interesses de petróleo, minerais estratégicos e relações com o Golfo, permanece central para o desenho de uma nova ordem regional sob a liderança de Trump.
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