- O conflito no Iêmen envolve os houthis (Ansar Allah), o governo reconhecido internacionalmente e facções separatistas pró-Emirados Árabes Unidos no sul, além de aliados regionais.
- Os houthis controlam Sana e boa parte do norte, cobrindo cerca de 60% a 65% da população, e seguem fortemente mobilizados contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita.
- O Conselho de Liderança Presidencial, liderado por Rashad al-Alimi, representa o governo reconhecido, mas tem poder cada vez mais limitado diante das divisões entre as facções.
- O Conselho do Sul (STC), apoiado pelos Emirados, busca a secessão do sul; em dezembro de 2025, fez grande ofensiva em Hadramout e Al Mahra, chegando perto da fronteira com a Arábia Saudita.
- Há também o partido Islâ, Al-Islah, aliado ao governo, que enfrenta desconfiança de Emirados e STC; forças nacionais de resistência atuam como contrapeso aos houthis e aos separatistas.
Em dezembro de 2025, o Conselho de Transição do Sul (STC), apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, avançou por vastas áreas de Hadramaut e Al Mahra e chegou às fronteiras da Arábia Saudita, agravando a fragmentação da coalizão liderada por Riad contra os Houthis. A ofensiva revelou tensões internas entre aliados regionais e o governo reconhecido.
Os Houthis, também chamados Ansar Allah, controlam Sanaa e boa parte do norte, onde somam cerca de 60% a 65% do território. O grupo afirma conduzir a própria defesa diante de tensões regionais, negando ser proxy de potências.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita iniciou a intervenção em 2015 com o objetivo de restaurar o governo de Hadi. Riyadh busca evitar a consolidação de um grupo alinhado ao Irã na fronteira sul.
STC e suas ações
O STC, comandado por Aidarous al-Zubaidi, busca maior autonomia para o sul e já se distancia formalmente da coalizão em certas operações desde 2020. Em 2025, ampliou seu controle em Hadramaut e Al Mahra, desafiando a influência saudita.
Outros atores e o cenário político
O Islah, organização conservadora ligada à Irmandade Muçulmana, permanece uma força dentro do governo reconhecido, com Marib como principal base. A presença do UAE dificulta o alinhamento entre as facções locais.
O governo reconhecido é liderado pelo Conselho de Liderança Presidencial, criado em 2022 em Riyadh, e hoje resta enfraquecido, dependente de apoio aéreo saudita para manter posições remanescentes.
Forças nacionais de resistência, lideradas por Tarek Saleh, continuam a atuar contra os Houthis e tentam manter a escolha por uma solução unificada para o país, mantendo vínculos com a Arábia Saudita.
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