- O Estado Islâmico no Sahel assumiu a responsabilidade por um ataque ao aeroporto internacional e à base aérea adjacente em Niamey, Niger, segundo o SITE Intelligence Group.
- Milicianos em motocicletas teriam feito um ataque surpresa e coordenado, com armas pesadas e drones, conforme a propaganda divulgada pela Amaq News Agency.
- O ataque atingiu ao menos três aeronaves: uma da Air Côte d’Ivoire e duas da Asky.
- A versão oficial diz que os atacantes chegaram de motocicletas; as forças de segurança repeliram o avanço, matando vinte atacantes e prendendo onze, com uma pilha de munição incendiada.
- O episódio ocorre em meio à conjuntura política no Niger, que deixou a Ecowas e se alinhou ao AES, enquanto vizinhos e antigas trocas de ajuda enfrentam tensões locais e regionais.
Um ataque atribuído ao Estado Islâmico no Sahel foi lançado na madrugada desta quinta-feira no aeroporto internacional de Niamey e na Base Aérienne 101, na capital do Níger. Militantes em motos, com apoio de armamento pesado e drones, realizaram uma investida coordenada que causou danos a aeronaves de companhias africanas, segundo a agência Amaq, braço de propaganda do grupo. A operação ocorreu pouco após a meia-noite, em Niamey.
Segundo autoridades Nigerinas, os atacantes chegaram de moto, foram repelidos pelas forças de segurança e cerca de 20 insurgentes foram mortos, com 11 detidos. Uma reserva de munição também incendiou durante a ofensiva. Três aeronaves teriam sido atingidas, incluindo uma fretada pela Air Côte d’Ivoire e duas da Asky, companhias do Ivória e do Togo, respectivamente. Os funcionários da Asky estavam em hotéis fora do local e seus passaportes ficaram sob custódia das autoridades.
Contexto regional e desdobramentos
A realização ocorre em meio a um cenário de instabilidade na região do Sahel, onde o grupo regional IS Sahel tem sido ligado a ataques anteriores em Niamey e na região de Tillabéri, com dezenas de mortos. O Niger vive desde 2023 um regime de facto após a deposição do presidente eleito Mohamed Bazoum, com tensões na relação com vizinhos e antigas potências, incluindo França, que permanece sob escrutínio regional.
Implicações diplomáticas
O ataque coincide com a saída do Níger do bloco Ecowas e a participação do país no grupo AES, criado por nações sob governos de junta. A crise tem potencial para aprofundar atritos com vizinhos da região e reverberar em acordos de cooperação militar e de defesa. Autoridades Nigerinas sustentaram que a operação foi respondida de forma rápida, sem detalhar impactos sobre operações de voo ou segurança aérea adicionais.
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