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EUA e Nigéria atingem a cúpula do ISIS na África Ocidental

Operação conjunta dos Estados Unidos e da Nigéria derruba líderes do Estado Islâmico na África Ocidental, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, considerado o número dois da organização

Anuncio electoral en Maiduguri, en el estado nigeriano de Borno, en 2021.
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  • operação militar conjunta dos Estados Unidos e Nigéria, realizada no fim de semana no nordeste da Nigéria, na região de Metele, em Borno, próximo ao lago Chad, resultou na morte de múltiplos líderes do Estado Islâmico na África Ocidental.
  • Abu-Bilal al-Minuki (Abu Mainuk), identificado como o segundo no comando do Iswap, foi morto na ofensiva, segundo autoridades nigerianas.
  • o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em Truth que o ataque elimina o terrorista mais ativo no terreno.
  • o general Dagvin Anderson, comandante do Comando para a África (Africom), destacou a cooperação entre EUA e Nigéria como fundamento da operação; o presidente nigeriano, Bola Tinubu, chamou-a de exemplo de colaboração eficaz no combate ao terrorismo.
  • como contexto, houve outra ofensiva semelhante em dez/2024 contra Lakurawa, em Sokoto, com balanço não confirmado pela catraca oficial, segundo fontes, reforçando a estratégia de ataques a redes terroristas na região.

Uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Nigéria resultou na morte de múltiplos líderes do Estado Islâmico na África Ocidental, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, considerado o número dois do grupo. A ação ocorreu no nordeste da Nigéria, entre sexta e domingo, na região de Metele, em Borno, perto do lago Chad. O objetivo era desarticular a estrutura de Iswap, uma ramificação do ISIS na região.

Segundo autoridades nigerianas, mais de 20 combatentes de Iswap teriam morrido no ataque. As forças nigerianas destacaram a coordenação com as tropas americanas, ressaltando que a operação visava eliminar células terroristas e impedir refúgios no país. O general Samaila Uba informou os números durante o fim de semana.

Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou via Truth que al-Minuki foi eliminado, chamando-o de “terrorista mais ativo do mundo no terreno”. O comunicado presidencial destacou que a morte impede planejamento de ataques contra civis e militares norte-americanos.

O Comando de África dos EUA (Africom) enfatizou a parceria com a Nigéria como elemento essencial da operação. Já o presidente nigeriano, Bola Tinubu, descreveu a ação como exemplo de cooperação eficaz no combate ao extremismo durante uma declaração oficial publicada no sábado.

Al-Minuki, natural de Borno, 41 anos, era ligado anteriormente ao Boko Haram até migrar para Iswap, após disputas internas. A Nigéria o relaciona a crimes como o sequestro de 110 estudantes em Dapchi, em 2018, além de coordenar operações do grupo na região nos últimos anos. O Departamento de Estado dos EUA o incluía na lista de terroristas globais em 2023.

Este foi o segundo ataque aéreo de alto impacto envolvendo EUA contra grupamentos terroristas na Nigéria em menos de cinco meses. Em dezembro, operações com mísseis no Golfo de Guiné miraram bases de Lakurawa, grupo que também ganhou notoriedade na região. Informações oficiais sobre o número de mortos não foram divulgadas pela época.

A estratégia dos EUA, segundo autoridades, busca reduzir as capacidades de Iswap e impedir ataques contra civis e interesses ocidentais. Tinubu e Trump já haviam ressaltado, em ocasiões anteriores, a necessidade de cooperação internacional para enfrentar o terrorismo na região.

Contexto regional

  • Oposição de grupos jihadistas na região do Lago Chad tem alimentado operações de combate ao extremismo desde a década passada.
  • A parceria entre forças nigerianas e norte-americanas tem sido retratada como crucial por autoridades militares locais e estrangeiras.

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