- Mais de 37 mil investigações de crimes sexuais levaram mais de três anos para serem concluídas nos últimos dez anos; a maioria supera quatro anos e há casos que chegaram a nove anos.
- Ao fim de março de 2025, quase 14 mil inquéritos continuavam abertos há mais de três anos.
- Foi apresentada uma “super-queixa” policial rara contra as forças de polícia da Inglaterra e do País de Gales, com apoio de CRCC, CWJ, RCEW e Bindmans LLP.
- A queixa acusa despriorização de casos, cooperação inadequada com o Serviço Crown Prosecution (CPS) e problemas de pessoal e gestão de casos, sugerindo possível responsabilização legal por violação ao Acordo Europeu de Direitos Humanos (ECHR).
- Os organizadores pedem auditoria ampla de todas as forças para identificar quantos casos de vítimas estão presos no sistema, ressaltando o impacto emocional e a retração de denúncias entre as sobreviventes.
Foi apresentada uma super-queixa policial na Inglaterra e no País de Gales, acusando forças de polícia de atrasos crônicos em investigações de crimes sexuais. As entidades CRCC, CWJ, RCEW e Bindmans LLP reuniram as evidências e ingressaram com a iniciativa na segunda-feira.
Os sigilosos registros de FOI apontam que mais de 37 mil investigações de crimes sexuais demoraram mais de três anos para serem concluídas nos últimos dez anos. A maior parte desses casos ultrapassou quatro anos, com alguns extremos chegando a nove anos para decisão de acusação.
Segundo as organizações, o closely seguinte aponta falhas na priorização de casos, na cooperação com o CPS, bem como questões de pessoal, recursos e gestão de processos. Em março de 2025, quase 14 mil investigações estavam abertas há mais de três anos.
Em que pesam as evidências
A denúncia enfatiza que atrasos longos se tornaram comuns e desumanos para as vítimas, dificultando o reporte de violência sexual e a confiança no sistema de justiça. Dados indicam aumento de duas a três décadas nos casos entre 2014-15 e 2024-25.
A super-queixa também cita o caso de uma mulher que relatou abuso na infância em 2014. O suspeito foi preso, mas não foi acusado até 2021; o julgamento foi adiado e a vítima se retirou do processo em 2023 devido ao desgaste emocional.
O que pedem as organizações
Elas solicitam uma auditoria policial abrangente para avaliar quantos casos de vítimas estão parados no sistema. Também pedem medidas para reduzir o tempo de investigação e fortalecer a cooperação com o CPS, bem como melhorias de recursos e gestão de casos.
Um porta-voz do HMICFRS afirmou que abusos sexuais são crimes devastadores com impactos de longo prazo. A instituição participa da avaliação conjunta da super-queixa com o College of Policing e a Independent Office for Police Conduct.
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