- A Parole Board negou a libertação de David Norris, um dos culpados pelo assassinato de Stephen Lawrence em 1993, mantendo-o na prisão.
- Norris foi condenado em 2012 pelo homicídio, ocorrido com pelo menos mais quatro jovens brancos; Lawrence, de 18 anos, foi cercado por uma gangue que profanou com insultos raciais e foi esfaqueado perto de um ponto de ônibus no sudeste de Londres, em 22 de abril de 1993.
- O accepto de Norris pela liberdade foi rejeitado após ele reconhecer, recentemente, ter socado Lawrence, mas negar ter empunhado a faca; ele também se recusou a indicar outras pessoas envolvidas.
- Três suspeitos restantes continuam sem condenação, e houve um suposto sexto agressor que morreu.
- Pais de Lawrence pressionaram Norris a nomear os demais presentes para demonstrar verdadeiro remorso.
Um júri decidiu que David Norris, um dos culpados pelo assassinato de Stephen Lawrence, não deve receber a liberdade condicional. A decisão foi anunciada pela Parole Board e Norris permanecerá preso.
Lawrence, 18 anos, foi morto em um ataque racista por uma gangue branca no sul de Londres, em 22 de abril de 1993, após sofrer insultos raciais. Norris foi condenado em 2012 pela morte, em um julgamento realizado no Old Bailey, em conjunto com Gary Dobson.
Norris, então com 49 anos, afirmou na ocasião do julgamento não ter participado nem estado no local. Foi condenado à prisão perpétua com um mínimo de 14 anos e três meses. Em uma audiência anterior, Norris já havia pedido liberdade, reconhecendo ter desferido uma mordida no rapaz, mas negando ter empunhado a faca.
Situação atual e contexto do caso
Documentos da Parole Board indicam que Norris admitiu ter visto a vítima, mas sustentou que não era racista nem portava a faca. Doreen e Neville Lawrence pressionaram para que ele nomesse os demais presentes, como sinal de remorso. A polícia ligou Norris ao crime com base em evidências forenses.
Ainda não houve condenação para os demais suspeitos primários. Três permanecem sem veredito, e um possível sexto atacante morreu. Testemunhos e imagens de vídeo obtidas em 1994 foram usados no julgamento, incluindo trechos em que Norris fazia comentários violentos e racistas sobre negros e asiáticos.
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