- Paul Doyle, 54 anos, ex-lância da Marinha Real, foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão por 31 delitos envolvendo 21 adultos e 8 crianças, decorrentes de um ataque com veículo em um desfile de vitória em Liverpool.
- O ataque ocorreu em 25 de maio, quando o veículo de duas toneladas acelerou contra a multidão, atingindo cerca de 134 pessoas em apenas dois minutos.
- Diversas pessoas ficaram gravemente feridas e muitas ficaram traumatizadas; o carro foi contido por um ex-soldado que entrou no veículo e parou a máquina.
- Doyle alegou estar em pânico e temer pela vida após ver um supostoimetro com faca, mas a polícia e a promotoria contestaram as acusações de medo.
- O juiz Andrew Menary KC disse que as ações causaram horror e devastação em escala sem precedentes para o tribunal, destacando a gravidade e a insensibilidade do ato.
Paul Doyle, 54, de Aintree, ex-Royal Marine, foi condenado em Liverpool por ataques com veículo durante uma parada de vitória. O tribunal informou que ele admitiu 31 crimes contra 21 adultos e 8 crianças, ocorridos em 26 de maio. O veículo de duas ton Murou avanço intencional sobre a multidão.
A sentença foi anunciada no Liverpool Crown Court, com a presença de vítimas e familiares na galeria pública. A polícia de Merseyside descreveu como um milagre não haver mortes entre os mais de 130 atingidos em dois minutos.
Segundo as imagens de dash-cam, Doyle acelerou com raiva, atingindo pessoas em linha reta, acertando carrinhos de bebê e derrubando quem estava no caminho. Ele alegou ter agido em pânico, o que a promotoria contestou.
Doyle, natural de Aintree, tem históricos de condenações na infância nos anos 1990, incluindo uma briga em bar. Não havia problemas com a polícia nos 30 anos anteriores ao ataque, segundo o relatório.
O juiz Andrew Menary KC afirmou que as ações causaram horror e devastação sem precedente nesta corte. O veredito considerou o ato como fruto de fúria indisfarçável, não de medo ou pânico.
Entre as vítimas, havia pessoas de 6 meses a 77 anos, inclusive uma sobrevivente da Manchester Arena. O impacto emocional foi descrito por testemunhas, com relatos de trauma reavivado.
Defesa argumentou arrependimento e que as agressões dos fãs contra o carro não justificam a violência. O juiz manteve a pena em 21 anos e seis meses, destacando a gravidade do ocorrido.
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