- Imagens de câmeras de segurança mostram o juiz Eduardo Appio tentando furtar duas garrafas de champanhe Moët Chandon, avaliadas em cerca de R$ 400, em supermercado de Blumenau, Santa Catarina.
- Ele foi afastado cautelarmente do cargo pela Polícia Civil de Santa Catarina por 120 dias, com possibilidade de apresentar defesa, provas e testemunhas.
- O supermercado afirma que ele seria reincidente; o processo foi aberto em outubro e o TRF-4 mantém o caso sob sigilo; a defesa deve se manifestar apenas nos autos.
- Appio nega as acusações, afirma que sempre pagou suas compras e que não sabe do que se trata.
- Esta não é a primeira vez que o magistrado fica afastado: em 2023 ele já havia sido suspenso da Lava Jato após envolvimento em telefonema anônimo com ameaças ao filho do desembargador Marcelo Malucelli.
O juiz Eduardo Appio, que atuou na Lava Jato e foi afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba, é focal de imagens divulgadas por vários veículos. As filmagens mostram o magistrado supostamente tentando furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado de Blumenau, em Santa Catarina, na tarde de segunda-feira (15). A versão apresentada pela acusação é de que ele colocou uma garrafa da marca Moët Chandon, avaliada em cerca de R$ 400, dentro de uma sacola após passar pelo caixa sem efetuar o pagamento.
Conforme as imagens, após o suposto ato, Appio seguiu para o estacionamento onde foi abordado por dois seguranças do estabelecimento. Em seguida, ele foi encaminhado a uma sala interna, tentou sair, mas foi impedido. O supermercado registrou o caso à polícia, que encaminhou a ocorrência para a Polícia Civil de Santa Catarina.
A Polícia Civil informou que o juiz foi afastado cautelarmente do cargo. O período de afastamento é de 120 dias, durante os quais Appio pode apresentar provas, documentos e testemunhas de defesa. O processo foi aberto em outubro. O estabelecimento afirma que o magistrado já tinha histórico de reincidência.
Processo e sigilo
O TRF-4 informou a Gazeta do Povo que o processo tramita em segredo de Justiça. A defesa do magistrado disse que só se manifestará nos autos do processo. Appio teme que o caso seja divulgado como fake news, conforme declaração dada ao NSC Total.
Em nota anterior, o juiz negou as acusações e afirmou que não reconhece o que está sendo atribuído. Segundo ele, sempre pagou por suas compras e apresenta comprovantes. O caso atual se soma a uma suspensão ocorrida em 2023, ligada à Lava Jato.
Histórico
Essa não é a primeira vez que Appio é afastado de funções. Em 2023, ele foi suspenso após ser citado em um telefonema anônimo com ameaças ao filho de Marcelo Malucelli, membro do mesmo tribunal. Na ocasião, a decisão ocorreu durante o desenrolar de uma disputa administrativa envolvendo a prisão de Tacla Duran.
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