- O ministro Alexandre de Moraes afirmou conhecer Ciro Nogueira desde 2005 e afirmou que não há plausibilidade de monitoramento para marcar uma reunião entre eles.
- Moraes ressaltou que, se houver encontro, o agendamento é feito diretamente ou via secretária, sem necessidade de monitoramento prolongado.
- O ex-ministro Ciro Nogueira declarou apoio a Jair Bolsonaro, mas não assinou pedido de impeachment de Moraes, citando baixa chance de avanço do processo e criticando decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment.
- A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julga a ação penal nº 2.693, ligada a um suposto núcleo que elaborava a “minuta do golpe” e planejava impedir votações e até assassinar autoridades, incluindo Moraes.
- A Procuradoria-Geral da República informou atrasos em sessões e que o plano relacionado à “Operação Copa 2022” não teve sucesso, com menção a um possível grupo de quatro pessoas descritas como “kids pretos” para ataques na porta de Moraes em São Paulo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou conhecer o senador Ciro Nogueira desde 2005 e disse ter os contatos pessoais dele desde aquela época. A defesa de um militar contestou a existência de monitoramento para marcar uma reunião entre ambas as partes, o que Moraes classificou como improvável.
Ao explicar a relação, o ministro ressaltou que encontros entre autoridades costumam ser agendados diretamente ou por meio de secretarias, sem necessidade de monitoramento prolongado. Ele afirmou não reconhecer qualquer plausibilidade na alegação de vigilância para fins de reunião.
O contexto envolve ações em curso no STF, com o senador Ciro Nogueira na condição de alvo de uma leitura crítica de medidas envolvendo impeachment. Nogueira declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas decidiu não assinar pedido de impeachment contra Moraes, citando pouca chance de avanço do processo.
Contexto e desdobramentos
A análise atual do caso figura na pauta da Primeira Turma do STF, que julga a ação penal relacionada a supostos atos do chamado núcleo 4, envolvido na chamada minuta do golpe e em acusações de dificultar votações de eleitores do PT no Nordeste. A defesa sustenta que Moraes atua como juiz e, ao mesmo tempo, como parte acusada, enquanto a acusação aponta para uma tentativa de neutralização.
Relatores destacam que o material aponta também para a chamada Operação Copa 2022, associada a um plano de assassinato de autoridades, incluindo Moraes, caso contrário de acordo com a Procuradoria-Geral da República. A denúncia cita ainda um suposto núcleo de indivíduos prontos para cometer atentados na porta da residência de Moraes, em São Paulo.
A discussão envolve leituras sobre o papel das autoridades públicas na gestão de conflitos legais e políticas, bem como críticas a decisões do ministro Gilmar Mendes sobre restrições à lei do impeachment. O tema continua em debate na pauta do tribunal, sem manifestações públicas de apoio ou oposição até o momento.
Entre na conversa da comunidade