- A Procuradoria Nacional Financeira pediu que Nicolas Sarkozy seja processado por suposta pressão a uma testemunha-chave no caso de financiamento libio da campanha de 2007; também foi solicitada a responsabilização da esposa Carla Bruni e de Michèle Marchand.
- Ziad Takieddine, empresário envolvido no caso, morreu no libano em setembro, dois dias antes da condenação de Sarkozy por manobra para obter dinheiro do regime de Muamar El Gadafi; a justiça considerou comprovada a tentativa, mas não provou a entrega do dinheiro.
- A fiscalia suspeita que os três envolvidos criaram uma campanha para exonerar Sarkozy, usando pressão para alterar o testemunho principal, em uma operação chamada “salvar a Sarko”.
- Sarkozy ficou preso por breve período após a condenação em outubro, foi libertado sob condicional e lançou o livro Diário de um prisioneiro, que já vendeu cerca de cem mil exemplares.
- O recurso em relação à condenação deve ser julgado no início de 2026.
O Ministério Público Nacional Financeiro (PNF) pediu nesta terça-feira o processamento de Nicolas Sarkozy por ter pressionado uma testemunha-chave no caso de financiamento libio da campanha de 2007. O ex-presidente já havia sido condenado, em setembro, a cinco anos de prisão. A acusação aponta associação ilícita com fins fraudulentos e participação em grupo organizado.
Também são citados Carla Bruni, esposa de Sarkozy, e Michèle Marchand, próxima ao ex-chefe de Estado, na acusação de associação ilícita. O caso envolve Ziad Takieddine, empresário franco-libanês que forneceu informações que levaram à imputação de Sarkozy. Takieddine morreu em setembro, dois dias antes da condenação de Sarkozy pelo uso de recursos do regime de Muamar Gadafi.
Pistas do caso e desdobramentos
A denúncia afirma que a “operação Salvar a Sarko” visava manipular depoimentos para beneficiar o ex-presidente. Sarkozy nega as acusações, alegando manipulação de testemunhas. A defesa argumenta que não houve provas de que o dinheiro tenha chegado às mãos de Sarkozy.
Sarkozy entrou na prisão em 21 de outubro, após a condenação por associação ilícita. Ele recorreu da sentença e, após menos de um mês, obteve liberdade condicional. Em seu breve encarceramento, publicou o livro Diario de un prisionero, com boa vendagem.
O processo de apelação deve ocorrer no início de 2026, no Tribunal de Apelação de Paris. A decisão sobre a inclusão de Bruni na denúncia cabe ao juiz de instrução responsável pelo caso.
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