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Silvinei Vasques deixa cargo de secretário em prefeitura de Santa Catarina

Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) deixa cargo em São José após condenação do STF a vinte e quatro anos e seis meses por organização criminosa e golpe

Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José (SC). (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
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  • Silvinei Vasques pediu demissão do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, em exoneração a pedido publicada pelo prefeito no dia 16.
  • No mesmo dia, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal o condenou a 24 anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • O tribunal afirmou que Vasques agiu para tentar impedir votos ao ex-president Lula ao ordenar operações da Polícia Rodoviária Federal na região Nordeste.
  • A decisão também tratou de outros réus, como Jair Bolsonaro, general Mário Fernandes, Marcelo Câmara e Filipe Martins, com penas variando conforme o núcleo do processo.
  • Em relação a Marília Alencar, a Corte absolveu parcialmente, mantendo crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de oito anos e seis meses.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, pediu demissão do cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, em Santa Catarina. A exoneração foi oficializada nesta terça-feira (16) pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD). Vasques deixa o posto em meio a investigações que envolvem ações de governo.

Na mesma data, a Primeira Turma do STF condenou Silvinei a 24 anos e seis meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Os ministros entenderam que ele ajudou a obstruir votos para Lula ao ordenar operações da PRF no Nordeste, além de apontarem omissão dolosa nas manifestações de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

O colegiado também avaliou outros desdobramentos do caso. Entre os réus, Jair Bolsonaro recebeu a maior pena entre os núcleos, 27 anos e três meses, seguido por Mário Fernandes. Mauro Cid foi citado como participante radical, com 26 anos e seis meses. Marília Alencar foi absolvida parcialmente, mantendo-se apenas crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta. As decisões permanecem passíveis de recurso.

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