- A Polícia Federal acesso dados de um dos três celulares apreendidos com o desembargador Macário Júdice Neto, preso sob acusação de obstruir investigações sobre a ramificação do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa do Rio.
- O magistrado não forneceu a senha e a PF recorreu a recursos tecnológicos para obter o conteúdo; ao todo, a PF tem sete celulares considerados explosivos: de Rodrigo Bacellar, de Macário e de Rui Bulhões, chefe de gabinete dele.
- Além dos aparelhos do desembargador, a PF conseguiu acessar um dos celulares de Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj.
- Segundo investigadores, Macário atuava para tentar reaproximar o governador Cláudio Castro e Bacellar, ambos alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral por suposta compra de votos.
- A relação entre Castro e Bacellar se rompeu em julho, quando Bacellar demitiu um secretário importante sem avisar; desde 3 de julho não se comunicam, segundo fontes do Palácio Guanabara.
A Polícia Federal confirmou a apreensão de dispositivos de um desembargador envolvido em investigações sobre a ramificação do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa do Rio. O celular do desembargador Macário Júdice Neto foi aberto nesta semana, enquanto ele é alvo de acusação de obstrução de investigações.
A PF já acessou dados de um dos três aparelhos apreendidos com Macário, que não forneceu a senha. A corporação utiliza recursos tecnológicos para obter conteúdo mesmo sem a colaboração do magistrado.
Ao todo, a PF considera sete celulares explosivos ligados à operação: o do desembargador, o de Rodrigo Bacellar e três encontrados com o chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões, apontado como operador do presidente da Alerj. Além disso, foi acessado um celular de Bacellar.
Esfera política e desdobramentos
Macário Júdice Neto vinha atuando também como articulador político entre autoridades do estado, o que amplia a leitura de impacto institucional. O magistrado era visto como interlocutor na tentativa de reaproximar Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, ambos alvo de ação no TSE por suposta compra de votos.
A relação entre Castro e Bacellar se rompeu em julho, durante viagem do governador, quando Bacellar assumiu interinamente o governo e demitiu o deputado Washington Reis, secretário de Transportes, sem avisar o titular do Palácio Guanabara. Desde então, segundo fontes do Palácio, não houve contato entre as duas partes.
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