- O apresentador Alan Jones, de 84 anos, enfrenta 25 acusações de assédio indecente e duas de toque sexual, feitas por nove supostas vítimas entre 2003 e 2020.
- A defesa afirma que 800 páginas de material são exculpatórias e podem esclarecer o caso, com oito testemunhas que dizem não ter visto qualquer conduta inadequada.
- A promotoria pode chamar até 139 testemunhas, e o julgamento pode durar até quatro meses.
- A defesa também abriu quase duas dúzias de subpoenas após a promotoria indicar que todo o material relevante já havia sido encaminhado; mencionam que o “armário estava vazio”.
- O caso decorre de uma investigação iniciada em novembro de 2024, abrangendo atos em locais fechados e públicos, incluindo restaurantes, eventos e a Sydney Opera House; retorno ao tribunal ficou marcado para 5 de março.
Alan Jones, jornalista e apresentador de rádio de 84 anos, nega as acusações. Em audiência no Downing Centre Local Court, em Sydney, o tribunal foi informado de que ele responde a 25 acusações de abuso indecente e duas de toque sexual, envolvendo nove supostos vítimas entre 2003 e 2020. O processo deve ocorrer em um inquérito que pode durar até quatro meses, com início marcado para agosto.
A defesa afirma que há evidências que podem favorecer o réu. Segundo o advogado Bryan Wrench, foram recebidos cerca de 800 páginas de material exculpatório. Ele mencionou oito testemunhas que afirmam não terem observado qualquer conduta indevida por parte do jornalista.
O Ministério Público informou que poderá chamar até 139 testemunhas durante o inquérito, que tem previsão de durar meses. A defesa já emitiu quase duas dúzias de subpoenas como parte de sua investigação, após a promotoria indicar que todas as evidências relevantes já haviam sido disponibilizadas. A produção de material protegido por privilégio legal e jornalístico também é tema de negociação.
Os advogados da defesa apontam que questões de privilégio delayam a entrega de evidências, incluindo análises de celulares de Jones. As negociações continuam e envolvem informações sensíveis sobre as queixas, segundo o tribunal. O caso retorna ao tribunal em 5 de março para novas decisões processuais.
Jones foi preso em novembro de 2024, após uma investigação policial de oito meses sobre supostos abusos históricos. As acusações abrangem supostos abusos sexuais contra nove envolvidos entre 2003 e 2020, em locais fechados e abertos, como restaurantes, eventos e a Opera House de Sydney.
A defesa sustenta que as acusações são infundadas, enquanto a acusação afirma que as investigações são extensas e incluem relatos de múltiplas situações. O réu é conhecido por carreira influente no rádio desde 1985, com passagem pela 2UE e pela 2GB, até deixar a mídia em 2020. Além do jornalismo, Jones também teve atuação no rugby masculino australiano, como treinador entre 1984 e 1988.
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