- Justiça decreta prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia, cidade a cerca de 375 quilômetros de São Luís, por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.
- Na quarta-feira, 11, o Ministério Público do Maranhão cumpriu os mandados de prisão dos: Gilmar Carlos Gomes Araújo; Mizael Brito Soares; José Ribamar Sampaio; Nadianne Judith Vieira Reis; Sávio Araújo e Araújo; Josias Fróes; Carla Regina Pereira Chagas; e Inailce Nogueira Lopes.
- As medidas, impostas em dezembro de 2025, previam monitoramento eletrônico e proibição de contato entre investigados, com comunicação entre vereadores restrita apenas à Câmara em dias úteis, das 8h às 17h, e apenas para assuntos parlamentares.
- O caso é desdobramento da Operação Tântalo II, que apurou organização criminosa coordenada pelo prefeito Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) e pode envolver fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de capitais, com danos estimados a mais de 56 milhões de reais.
- O MP-MA sustenta que houve descumprimento reiterado das medidas cautelares, motivando a decretação das prisões preventivas.
A Justiça decretou a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia, cidade a cerca de 375 km de São Luís, no Maranhão. A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão na terça-feira, 10, após requerimento do Ministério Público do Maranhão. Os crimes apontados são descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.
Na sequência, nesta quarta-feira, 11, o MP-MA cumpriu os mandados de prisão dos parlamentares. Confira os nomes: Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes. Todos estavam sob monitoramento eletrônico desde dezembro de 2025.
As medidas cautelares anteriores restringiam a comunicação entre vereadores apenas no âmbito da Câmara, em dias úteis, das 8h às 17h, e apenas para assuntos parlamentares. Entre vereadores e investigados sem mandato, a proibição era absoluta, sem ressalvas, independentemente de horário, local ou conteúdo.
Operação Tântalo II
O caso é desdobramento da Operação Tântalo II, deflagrada pelo MP-MA no fim de 2025. A ação investiga organização criminosa ligada ao prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Filho, o Paulo Curió. A primeira fase prendeu prefeito, vice-prefeita, vereadores e empresários da região.
A investigação aponta indícios de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais. Os desvios apontados pelo Gaeco chegam a mais de 56 milhões de reais, com impactos no patrimônio público de Turilândia.
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