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Moraes determina prisão dos últimos réus do núcleo 3 conhecido como ‘kids pretos’

STF ordena prisão de sete réus livres do núcleo 3; penas vão de 1 ano e 11 meses a 24 anos, com regime inicial fechado para a maioria dos condenados

Alexandre de Moraes em julgamento do núcleo 3 da trama golpista — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão dos integrantes em liberdade do núcleo 3 da trama golpista, apelidados de “kids pretos”.
  • Eles passam a cumprir penas que vão de 1 ano e 11 meses a 24 anos de prisão, com regime inicial variando entre aberto e fechado, conforme a condenação.
  • Entre os afetados estão oficiais do Exército e um agente da Polícia Federal; as detenções ocorreram em Brasília, Palmas e Rio de Janeiro.
  • A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF, que manteve por unanimidade a prisão de todos os sete condenados pelo golpe de 2022.
  • A PGR sustenta que o grupo planejou ações violentas contra autoridades e pressionar o Exército a apoiar o golpe para manter Jair Bolsonaro no poder.

Sete integrantes do núcleo 3 da trama golpista foram condenados pela participação na tentativa de golpe de 2022. Moraes determinou a prisão dos réus ainda em liberdade, com penas que vão de 1 ano e 11 meses a 24 anos de prisão.

O Ministério Público aponta que o grupo planejou ações violentas e a pressão sobre o Exército para manter Jair Bolsonaro no poder. O caso envolve militares das Forças Armadas e, entre os condenados, cinco coronéis e dois oficiais de patente superior.

No último dia 25, a Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a prisão de todos os sete condenados do núcleo 3. Os demais integrantes já estavam presos preventivamente ou cumprem pena em regime fechado.

Condenações do núcleo 3

  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel: 17 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos e 120 diasmulta, regime inicial fechado.
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel: 17 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Wladimir Matos Soares, agente da PF: 21 anos e 120 dias-multa, regime inicial fechado.
  • Márcio Nunes de Resende Jr, coronel: 3 anos e 5 meses, regime inicial aberto.
  • Ronald Ferreira de Araújo Jr, tenente-coronel: 1 ano e 11 meses, regime inicial aberto.

Prisões efetivadas e andamento

Quatro integrantes já estavam presos preventivamente. Três passaram a cumprir pena com regime fechado. As novas detenções ocorreram em Brasília, Palmas e Rio de Janeiro.

Embargos e próximos passos

Sete condenado apresentaram embargos de declaração para esclarecer pontos do acórdão. Moraes rejeitou os pedidos, mantendo a fundamentação de que houve organização criminosa armada com participação de militares e autoridades, desde julho de 2021 até 8 de janeiro de 2023.

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