- A Procuradoria do Distrito Sul de Nova York (SDNY) e o Federal Bureau of Investigation (FBI) dizem que Michele Spagnuolo, engenheiro de software do Google desde 2014, usou acesso a dados internos para lucrar em Polymarket.
- Spagnuolo, italiano com residência na Suíça, apostou US$ 2,5 milhões em D4vd ser a pessoa mais buscada em 2025, e o cantor ficou no topo conforme as investigações.
- O lucro obtido foi de cerca de US$ 1,2 milhão, com apostas feitas entre outubro e dezembro de 2025; as ações teriam ocorrido mesmo com alertas de confidencialidade da empresa.
- O gasto e as apostas teriam ocorrido até 4 de dezembro de 2025, quando o Google publicou as listas com os principais temas do ano.
- A acusação destaca que o uso de informações confidenciais para lucrar em mercados de previsão é uma violação grave, com histórico de ocorrências semelhantes e alerta da Casa Branca sobre o tema.
Um engenheiro de software do Google foi processado nos EUA por fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro. A acusação diz que ele lucrou US$ 1,2 milhão ao apostar no Polymarket sobre quem seria a pessoa mais buscada pelo Google em 2025.
O réu, italiano identificado como Michele Spagnuolo, trabalha na empresa desde 2014 e mora na Suíça. O caso foi aberto na Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI, na quarta-feira (27). Ele compareceu a audiência com uma juíza federal em Nova York.
Segundo as autoridades, Spagnuolo usou acesso a sistemas internos do Google para indicar D4vd como a pessoa mais pesquisada em 2025, resultado que se confirmou. O investidor apostou US$ 2,5 milhões em D4vd quando a chance era mínima, segundo a acusação.
A investigação aponta que o engenheiro utilizou dados internos de forma a orientar suas apostas no Polymarket, plataforma de contratos que pagam conforme a probabilidade de um evento ocorrer. O software da empresa traz alertas de confidencialidade, que foram desrespeitados.
Os investigadores relatam que, após auferir o lucro, Spagnuolo adotou medidas para ocultar a origem ilícita dos ganhos. A ação cita que o dinheiro foi obtido entre outubro e dezembro de 2025, coincidente com o anúncio público das listas de temas do ano.
Contexto e histórico
A acusação reafirma a proibição de usar informações confidenciais para lucrar em mercados de previsão. Autoridades ressaltam que, manter acesso a dados internos implica responsabilidade estrita, com consequências legais.
A Câmara Federal já expressou cautela sobre uso de informações privilegiadas em mercados de previsão. Houve casos anteriores de ganhos significativos por meio de apostas baseadas em dados privados, conforme registros judiciais.
Repercussões e próximos passos
O processo continua em curso nos EUA, com a Justiça definindo etapas adicionais da defesa e possível instrução de novas diligências. A Procuradoria do Distrito Sul de Nova York e o FBI não comentaram além do que consta no material do processo.
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