- A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão pela morte de duas crianças e por tentativa de homicídio qualificada contra a mãe em Imperatriz.
- As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, 13; a mãe, Mirian Lira, sobreviveu após internação em UTI. O crime ocorreu em abril do ano passado.
- A denúncia aponta que Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado para a residência da família por meio de um mototaxista, em vingança por ser ex-namorada do companheiro de Mirian.
- Os jurados reconheceram tentativa de homicídio qualificada tripla contra Mirian (motivo torpe, veneno e dissimulação); e duplo homicídio quadruplamente qualificado contra as crianças (motivo torpe, veneno, dissimulação e menor de 14 anos).
- A decisão destacou alto grau de planejamento: Jordélia teria viajado de Santa Inês para Imperatriz, usado disfarces, hospedado-se com identidade falsa e monitorado a rotina da vítima; foram encontrados itens como perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.
A Justiça condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão pela morte de duas crianças com um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz, Maranhão. O crime ocorreu em abril do ano passado, como vingança contra o então companheiro da mãe das vítimas, Mirian Lira.
As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, 13. A mãe, Mirian, ficou internada em UTI e sobreviveu após o ataque. As informações são da investigação que embasou a ação penal.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Jordélia enviou o ovo envenenado por meio de um mototaxista, com o objetivo de atingir Mirian. A motivação seria a separação entre Jordélia e o ex-parceiro da mãe.
No julgamento da 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, o Conselho de Sentença reconheceu tentativa de homicídio qualificado contra Mirian por motivo torpe, uso de veneno e dissimulação, além de duplo homicídio quadruplamente qualificado contra as crianças.
A sentença aponta elevado grau de planejamento. A ré teria viajado de Santa Inês para Imperatriz, utilizado disfarces, se hospedado com identidade falsa e monitorado a rotina da família. A polícia encontrou perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus.
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