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Como a Igreja Católica poderia derrubar a CLARITY Act em caso de tráfico humano

Carta de líderes católicos pede derrota do trecho BRCA do CLARITY Act, ampliando riscos de monitoramento de ilícitos em DeFi

Senate letter on desk with glowing blockchain network nodes in purple gradient background
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  • A Alliance to End Human Trafficking, com 82 líderes católicos, pediu aos líderes do Senado que se oponham à Seção 604 do CLARITY Act, que criaria uma exceção para desenvolvedores DeFi não custodiais em crimes e em conformidade com AML.
  • O projeto foi aprovado no Senate Banking Committee em dezoito de 15–9, em 14 de maio de 2026, ainda precisando de votação em plenário; a cotação atual da Polymarket aponta cerca de 42% de chance de o presidente assinar ainda neste ano.
  • A Seção 604 codifica o Blockchain Regulatory Certainty Act (BRCA), retirando de certos serviços de cripto da classificação de transmissores de moeda e, com isso, das obrigações do Bank Secrecy Act.
  • Para operadores de protocolo DeFi e desenvolvedores de código aberto, o BRCA é essencial, pois evita acusações decorrentes de ferramentas de privacidade usadas para transações.
  • O AEHT afirma que remover não custodial developers da classificação de transmissores de moeda dificultaria o monitoramento de atividades ilícitas, como tráfico humano, criminais e sanções, criando uma lacuna de conformidade que organizações criminosas podem explorar; grupos de oposição variam em foco, mas a oposição baseada na fé complica a obtenção de votos no Senado.

O Alliance to End Human Trafficking entregou uma carta, assinada por 82 líderes católicos, aos líderes do Senado dos EUA na terça-feira. O documento pede que os partidos se oponham à Seção 604 do CLARITY Act, que isenta desenvolvedores de DeFi não custodiais de acusações criminais e de obrigações de AML. A sinalização veio após a aprovação no Comitê de Bancos do Senado.

O CLARITY Act passou pelo Comitê com voto de 15 a 9 em 14 de maio de 2026, mas ainda precisa de votação no plenário. A previsão de mercado aponta volatilidade; Polymarket avalia em cerca de 42% a probabilidade de Trump assinar o projeto neste ano. O veto de uma coalizão religiosa não é visto como suficiente para alterar esse cenário.

O texto alvo é a Seção 604, que incorpora o BRCA, uma linguagem que circula há anos em diferentes formas legislativas. A medida exclui de certificação como transmissores de dinheiro quem não pode executar transações por conta de terceiros, desenvolvedores de código aberto, operadores de nós e provedores de carteiras não hospedadas.

Para operadores de protocolos DeFi e desenvolvedores, o BRCA é visto como indispensável para a viabilidade do projeto. Entidades do setor afirmam que não apoiam o CLARITY Act sem essa proteção. Em 2025, a atuação de promotores contra desenvolvedores de software de cripto torna-se parte do risco que o BRCA pretende reduzir.

Alega a ONG católica sobre AML

A carta da AEHT não contesta a regulação de cripto em si, mas questiona um mecanismo específico. O grupo argumenta que o BRCA pode dificultar o monitoramento de atividades ilícitas ligadas ao tráfico, organização criminosa, exploração infantil e sanções, aumentando lacunas de conformidade.

A alegação central é técnica: ao retirar não custodiais da classificação de transmissores de dinheiro, a Seção 604 elimina obrigações de monitoramento de transações e de reporte de atividades suspeitas. Isso criaria brechas que organizações criminosas poderiam explorar.

A AEHT não inova na teoria jurídica; porém, traz uma coalizão com peso político novo ao argumento já feito por outras entidades. A fachada moral se apoia na doutrina social católica de que o sistema financeiro deve proteger a vida e a dignidade humana, além de fomentar inovação.

Quadro político e receio de bancada

O obstáculo de votação do CLARITY Act é matemático: alcançar o clímax de 60 votos exigiria cinco a sete senadores democratas além dos dois que estavam presentes no apoio ao comitê. Democratas em estados competitivos ou com interesse em desenvolvimento econômico crypto podem favorecer o apoio.

A carta da AEHT complica essa linha de justificativa, pois coloca a defesa de causas sociais como fator de voto. Para alguns senadores, defender a proteção de trabalhadores vulneráveis pode reverter o apoio a interesses de indústria. O alvo específico é a BRCA.

A oposição ao CLARITY Act já envolve setores como mercados estáveis, tribos e facções democratas que buscam ampliar obrigações de AML sobre DeFi e contratos inteligentes. Cada bloco reage a diferentes dispositivos do projeto, o que torna uma solução única improvável.

Implicações e próximos passos

Entre os impactos, a AEHT aponta que a retirada de obrigações de AML para não custodiais complicaria o rastreamento de operações ilícitas. A indústria já classifica a BRCA como condição crucial para qualquer acordo no Senado.

A resistência de grupos religiosos adiciona uma camada de complexidade política, pois transforma o tema de regulação financeira em debate sobre responsabilidade moral. Um possível caminho envolve uma conferência House-Senate, o que pode atrasar a tramitação do CLARITY Act.

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