- Lula e Padilha visitaram a fábrica da Bionovis em Valinhos (SP) para ressaltar o fortalecimento da indústria de medicamentos para o SUS, integrada a 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que já entregaram mais de 8,4 milhões de medicamentos.
- Desde 2023, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5,6 bilhões para assegurar a produção nacional de medicamentos oncológicos, para doenças raras e autoimunes.
- Os fármacos produzidos envolvem tratamento de artrite reumatoide, esclerose múltipla e doença de Crohn, com itens como betainterferona 1a, etanercepte, infliximabe, trastuzumabe e rituximabe.
- A última etapa das PDPs prevê a transferência completa de tecnologia aos laboratórios públicos, com produção 100% nacional e redução da dependência externa.
- Anvisa aprovou, no ano passado, a produção do Insumo Farmacêutico Ativo para infliximabe pela Bionovis; em 2023 o governo retomou a agenda de fortalecimento da base produtiva, com financiamento de R$ 650 milhões pelo BNDES em 2025 para uma linha de insumos e medicamentos biotecnológicos, com capacidade de até 250 kg de proteínas e mais de 19 milhões de frascos e seringas por ano.
Em Valinhos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram a fábrica da Bionovis nesta terça-feira (3). A visita aconteceu para destacar o papel da indústria na produção de medicamentos para o SUS.
A Bionovis integra 13 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, que também envolvem laboratórios públicos. Até o momento, essas PDPs já entregaram mais de 8,4 milhões de medicamentos ao SUS, segundo o ministério.
Para as PDPs, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5,6 bilhões desde 2023. O objetivo é assegurar a produção nacional de fármacos oncológicos, de doenças raras e autoimunes.
Lula ressaltou que o SUS foi criado para atender a todos e que o investimento fortalece a soberania na saúde e na tecnologia. Ele afirmou que o Brasil começa a fabricar medicações de alto custo, algo feito apenas por poucos países.
Padilha destacou a importância da Bionovis para ampliar o acesso a medicamentos modernos no SUS. A fábrica é vista como elemento central para menos internações e menos custos ao sistema.
A última etapa das PDPs envolve a transferência de tecnologia aos laboratórios públicos, com a internalização total da produção. A meta é manter 100% de fabricação nacional.
Produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA)
A Anvisa aprovou, no ano passado, a produção do IFA pela Bionovis para infliximabe, assegurando a fabricação 100% nacional do insumo. O IFA é a matéria-prima dos medicamentos.
Em 2023, o governo ampliou o apoio a insumos estratégicos para a rede pública. Em 2025, está prevista a liberação de R$ 650 milhões para a Bionovis via BNDES.
O recurso financiará uma linha de produção voltada a insumos e medicamentos biotecnológicos de alta complexidade. A planta da empresa já tem capacidade para até 250 kg de proteínas biológicas por ano.
A planta também pode produzir mais de 19 milhões de frascos e seringas anualmente, ampliando a oferta para o SUS. A iniciativa faz parte da agenda de fortalecimento da base produtiva industrial e tecnológica.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
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