- O Brasil responde por 37% das exportações mundiais de frango; a avaliação aponta recuperação gradual dos preços após a queda no início do ano e projeção de exportar 5,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 3,3%.
- De janeiro a abril, os embarques de frango cresceram 4,3% em volume e 6,1% em receita, com Emirados Árabes Unidos em baixa e Japão, África do Sul, União Europeia e Filipinas ajudando a compensar.
- A produção de frango deve chegar a até 15,6 milhões de toneladas em 2026, alta de 2%.
- O relatório indica que, apesar da pressão da demanda doméstica e dos preços, as exportações permanecem resilientes; milho e farelo, principais insumos, seguem disponíveis.
- Na suinocultura, a projeção para 2026 aponta produção de até 5,7 milhões de toneladas e exportações de 1,55 milhão de toneladas, com Brasil ganhando impulso com o reconhecimento sanitário pela China.
Brasil reforça projeção de recuperação para o setor de frango e aponta crescimento nas exportações em 2026, segundo relatório do J.P. Morgan com base na avaliação da ABPA.
Após início de ano desafiador, com recuo de demanda e endividamento familiar, o setor ajustou a oferta interna e ampliou embarques em fevereiro e março. Em 2026, a expectativa é exportar 5,5 milhões de toneladas, alta de 3,3%.
Panorama de frango
O estudo indica que os preços do frango podem ter tocado o piso e devem se recuperar gradualmente, com o Brasil respondendo por 37% das exportações globais. De janeiro a abril, embarques tiveram crescimento de 4,3% no volume e 6,1% na receita, mesmo com recuo para os Emirados Árabes Unidos.
Japão, África do Sul, União Europeia e Filipinas ajudaram a compensar as perdas. A produção de frango deve chegar a 15,6 milhões de toneladas em 2026, alta de 2%. Analistas destacam que custos estão estáveis e o câmbio influencia as margens.
Cenário de suínos
No segmento de suínos, a projeção para 2026 é de produção de até 5,7 milhões de toneladas e exportações de 1,55 milhão de toneladas, respectivamente 2,6% acima. De janeiro a abril, embarques cresceram 14,2% no volume e 14,1% na receita, com destaque para Filipinas e Japão.
A China, porém, aparece com demanda menor, enquanto o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação é apontado como principal catalisador de curto prazo. O estudo estima que até 40 mil toneladas poderiam migrar para mercados mais rentáveis.
Riscos e perspectiva de mercado
Entre os riscos, o relatório aponta gripe aviária, peste suína africana, valorização cambial, regulação trabalhista e interrupções logísticas. O real mais forte reduz ganhos de tradução cambial nas exportações.
No agregado, o Oriente Médio representou 26% das exportações de frango entre janeiro e abril de 2026, mantendo-se como região de atenção diante de tensões regionais no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.
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