Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aquisição pública de eletricidade pode poupar £200/ano às famílias britânicas

Estudo aponta que o governo, ao comprar toda a eletricidade, poderia reduzir faturas em até £200 por ano, isolando o preço do gás e de fontes renováveis

Experts have warned the government’s proposals may only lead to modest savings for consumers and a more radical approach is needed.
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de think tank sugere que o governo, ao comprar toda a eletricidade pública, poderia reduzir as contas de energia de famílias na Inglaterra, Escócia e País de Gales em cerca de £ 200 por ano.
  • O modelo proposto criaria um “único comprador” de energia, com contratos a fornecedores para vender aos consumidores, visando diminuir o custo da eletricidade.
  • A ideia busca romper o atual vínculo em que o preço da energia acompanha o gás, que é volátil, e que reage a choques como o impacto do conflito no Irã.
  • Os preços pelo contrato público seriam baseados na média da geração total, com pagamento a geradores existentes e um “reservatório estratégico” para gás, além de acordos públicos para usinas nucleares e outras fontes.
  • Em cenários diferentes, o estudo aponta economia potencial de até £ 74 bilhões em cinco anos, se o preço do gás permanecer alto; se o choque energético diminuir, as economias podem ficar em torno de £ 41 bilhões, resultando em, em média, cerca de £ 185 por família por ano.

Diante da alta recente dos preços de energia, um estudo encomendado por um think tank britânico sugere que a Inglaterra, Escócia e País de Gales poderiam reduzir as contas de luz em quase £200 por ano, caso o governo atuasse como comprador único de eletricidade. A pesquisa afirma que a compra pública de energia poderia cortar bilhões de libras dos preços para consumidores. A ideia surge em um momento de pressão política para mitigar o impacto da volatilidade do gás no custo final de faturas.

O relatório aponta que o mercado atual define o preço da eletricidade com base no custo do gás, embora este responda pela maior parte da geração. A elevação recente dos preços internacionais, agravada pelo conflito no Irã, elevou as projeções de fartura de energia, pressionando a tarifa média. O estudo sustenta que o modelo atual beneficia geradores privados com lucros adicionais, enquanto famílias pagam valores elevados.

Segundo Donal Brown, pesquisador sênior da Universidade de Oxford, o sistema ficaria mais eficiente se a demanda pública cobrisse toda a geração de energia. A proposta prevê contratos com geradores, com a formação de um “reserva estratégica de gás” para atuar em momentos de queda de renováveis ou indisponibilidade nuclear.

A ideia também prevê contratos de compra de energia pública para usinas nucleares legadas, parques eólicos e hidrelétricas existentes, com preço atrelado à média da mistura de geração, não ao preço do gás. Brown afirma que o modelo reduziria desperdícios e impediria a prática de pagar energia duas vezes quando a rede está restrita.

Proposta de compra pública de eletricidade

O estudo calcula que, em cinco anos, manter preços elevados de gás poderia gerar economias de até £74 bilhões, se a eletricidade ficasse em £100/MWh. Caso a crise se desloque rapidamente, com preços em £70/MWh, a economia poderia chegar a £41 bilhões. Em média, as famílias poderiam poupar aproximadamente £185 por ano.

Benefícios adicionais

Além da redução de custos, a pesquisa aponta que incentivar o consumo em horários de menor demanda e investir em baterias podem ampliar as economias. A expectativa é de que a substituição gradual do gás por energias renováveis reduza a influência do mercado de gás nas próximas décadas.

Controvérsias e próximos passos

O Tesouro afirmou que não comentaria sobre as propostas específicas. O governo tem sido pressionado a enfrentar o choque de energia provocado pelo conflito internacional. Críticos dizem que a de-linkagem do gás da eletricidade, por si só, não seria suficiente para grandes reduções, exigindo mudanças mais profundas no mercado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais