- Relatório parlamentar publicado em 13 de maio, após o roubo das Joias da Coroa no Louvre, aponta a “condição preocupante” das coleções e propõe quarenta recomendações.
- Em capítulo dedicado ao Louvre, os deputados criticam a gestão da ex‑diretora Laurence des Cars, dizendo que intervenções em arte contemporânea e reformas reduziram a proteção das coleções; ela deixou o cargo em fevereiro.
- O documento aponta aumento de ameaças aos museus, como tumultos, arrombamentos, ciberataques (o Museu Nacional de História Natural cancelou exposição após ransomware em julho de 2025) e ataques terroristas.
- Estima necessidade de orçamento entre vinte bilhões e vinte e cinco bilhões de euros na próxima década; o relatório aponta que quarenta e quatro por cento das galerias são protegidas por câmeras e um terço das salas do Louvre não tem nenhuma.
- Propõe mudanças na gestão dos museus nacionais, com maior transparência e democracia na nomeação de diretores e criação de um conselho de curadores inspirado no Museu Britânico.
A comissão parlamentar francesa publicou um relatório técnico que avalia a condição das coleções nacionais após o roubo das joias da coroa no Louvre, em outubro de 2025. O documento, divulgado em 13 de maio, aponta falhas de gestão, infraestrutura e proteção que colocam museus sob risco. Ao todo, são 40 recomendações, desde aumento de orçamento até mudanças na governança.
Olhando para o Louvre, o relatório sustenta que a gestão sob Laurence des Cars foi marcada por prioridades que, segundo os deputados, comprometeram a proteção de acervos. Des Cars deixou o cargo em fevereiro, mas o texto a acusa de ter atrasado atualizações estruturais em mais de dois anos, contribuindo para a vulnerabilidade observada.
Mencionam-se também ameaças crescentes a museus franceses, como tumultos, furtos, ataques cibernéticos e atentados. O caso do Louvre tornou-se símbolo dessas fragilidades, com reformas consideradas urgentes para evitar incidentes semelhantes no futuro.
Cenário estratégico e recursos
A comissão estima que o financiamento necessário para modernizar o setor oscile entre 20 e 25 bilhões de euros ao longo de uma década. Atualmente, apenas 54% das galerias são protegidas por câmeras, e até um terço das salas do Louvre não possui monitoramento.
Governança e gestão museal
Os deputados defendem maior transparência na escolha de diretores e a redução de um “governo de estilo imperativo” que, segundo eles, privilegia agendas pontuais. Propõem a criação de conselhos de governança mais fortes, replicando modelos de museus internacionais onde o parlamento participa.
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