- PicPay encerrou o primeiro pregão em Nova York estável, aos US$ 19, no topo da faixa da oferta, após subir até cerca de 3%.
- A oferta levantou US$ 434 milhões, com parte destinada a ampliar o crescimento da empresa e outra parte para potenciais aquisições.
- O CEO Eduardo Chedid afirma que o PicPay mira ser um banco digital completo para pessoa física e jurídica, expandindo crédito e serviços não financeiros.
- A empresa ampliou parcerias para além da carteira digital, com plataforma de viagens via CVC e integração com a Rappi para entregas no app.
- O banco busca manter taxa de absorção de perdas em torno de cinquenta por cento, mirando equilíbrio entre risco e crescimento, e manter o plano de M&A para acelerar lançamentos de produtos.
Depois de encerrar um jejum de mais de quatro anos sem IPOs, o PicPay saiu à bolsa com estreia na Nasdaq, em Nova York, na quinta-feira (29). O IPO levantou US$ 434 milhões e abriu o caminho para expansão no varejo de PF e PJ.
O CEO Eduardo Chedid afirma que o objetivo é transformar o PicPay em um banco digital com serviços variados para pessoa física e empresas. A estratégia mira competir com bancos tradicionais e players como Nubank, Mercado Pago, Inter e C6.
A primeira parcial de negociação indicou performance estável no fechamento, a US$ 19 por ação, perto do topo da faixa. Durante o dia, as ações chegaram a subir cerca de 3%.
O executivo reforça a visão de longo prazo: ampliar o ecossistema de serviços além da carteira digital que deu origem à empresa, com foco em crédito, seguros e soluções para PJ. Em 2022, o PicPay recebeu licença de banco múltiplo.
A empresa aponta ainda a aquisição de operações de varejo do Banco Original, controlado pela J&F, como parte da estratégia de diversificação. Hoje, o PicPay tem 66 milhões de clientes e tem investido em produtos não financeiros.
Entre as novidades, o PicPay integrou parcerias para ampliar serviços: venda de pacotes de viagem com a CVC e entregas com a Rappi, dentro do app. A meta é ampliar o ecossistema e a base de usuários.
Segundo o CEO, a maior parte do montante captado será destinada ao crescimento orgânico, com parte reservada a possíveis M&A. A empresa mantém foco em PF, PJ e expansão de audiência.
Sobre a estratégia de crédito, Chedid sinaliza maior penetração dos produtos na base de clientes e equilíbrio entre garantias e sem garantias. A meta é manter o loss absorption ratio em torno de 50%.
A abertura de capital no exterior marca a retomada dos IPOs de empresas brasileiras após o Nubank, em 2021. O movimento amplia o acesso a investidores internacionais já familiarizados com bancos digitais.
Para investidores, a listagem oferece exposição a uma tese de banco digital global, mesmo com o foco de atuação no Brasil, segundo o diretor de relações com investidores André Cazotto.
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