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Quaquá denuncia Anielle Franco por suposto funcionário fantasma e gera nova polêmica no PT

- Washington Quaquá acionará o Conselho de Ética do PT contra Anielle Franco. - Anielle nega acusações de funcionário fantasma e fala em perseguição política. - O ex-assessor Alex da Mata Barros é o pivô da controvérsia entre os dois. - Anielle se filiou ao PT em 2024, após discussões sobre candidaturas no Rio. - O assassinato de Marielle Franco em 2018 ainda repercute nas disputas internas.

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Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, anunciou que irá acionar o Conselho de Ética do partido contra a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, por suposto envolvimento com um funcionário fantasma na prefeitura. O caso envolve Alex da Mata Barros, ex-assessor que, segundo Quaquá, atuou no ministério enquanto estava lotado em […]

Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, anunciou que irá acionar o Conselho de Ética do partido contra a ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, por suposto envolvimento com um funcionário fantasma na prefeitura. O caso envolve Alex da Mata Barros, ex-assessor que, segundo Quaquá, atuou no ministério enquanto estava lotado em uma autarquia municipal. Barros foi nomeado em 2021 e deixou o cargo em janeiro de 2025, sendo contratado pelo ministério em maio de 2024.

Anielle Franco nega as acusações e afirma ser alvo de “perseguição política” por parte de Quaquá. Em nota, a ministra ressaltou que não tolerará tentativas de “desinformação e fake news” e que a contratação de Barros seguiu critérios do Banco de Desenvolvimento da América Latina, com análise de currículos e propostas. O embate entre os dois petistas se intensificou após Quaquá expressar apoio à inocência dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, acusados de encomendar o assassinato da vereadora Marielle Franco, irmã de Anielle.

A ministra, em resposta, acionou o Conselho de Ética contra Quaquá, pedindo que o partido repudiasse tentativas de deslegitimar a luta por justiça em relação ao crime que vitimou sua irmã e seu motorista. Quaquá, por sua vez, considerou o pedido de Anielle “descabido” e afirmou que apresentará indícios de irregularidades na Comissão de Ética. A tensão entre os dois se agravou desde que Anielle se filiou ao PT, após discussões sobre sua possível candidatura ao Senado em 2026.

O assassinato de Marielle e Anderson Gomes ocorreu em março de 2018, e os irmãos Brazão estão presos por serem acusados de mandantes do crime. As investigações da Polícia Federal indicam que a atuação da vereadora em áreas de milícia motivou o assassinato. O conflito entre Quaquá e Anielle reflete divisões internas no PT e a complexidade das relações políticas no contexto atual.

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