O governo brasileiro está criando um projeto para ajudar caminhoneiros a trocarem o diesel pelo gás como combustível. Os caminhões que fizerem essa mudança terão desconto nos pedágios de algumas rodovias, chamadas de rotas azuis, como a Via Dutra e a Fernão Dias. O plano inclui também incentivos para adaptar motores e trocar veículos. No entanto, um dos desafios é garantir que haja postos de abastecimento de gás, incluindo biometano, que é um combustível renovável. O governo pretende começar a instalação de postos de gás em locais de descanso para caminhoneiros, que já estão sendo construídos. Atualmente, existem 17 pontos de parada em funcionamento e a meta é aumentar esse número em três anos. O investimento para instalar os postos de gás é visto como uma oportunidade de retorno para as empresas de distribuição e concessionárias. A ideia é que a logística de abastecimento de gás cubra pelo menos 5 mil quilômetros de estradas. As distribuidoras de gás e fabricantes de caminhões estão sendo consultados para ajudar na implementação. Hoje, há cerca de dois mil caminhões a gás no Brasil, mas a maioria ainda é do setor privado. A ampliação do uso de gás pode ajudar a reduzir a dependência do diesel, que o Brasil importa.
O governo brasileiro lançou um projeto para incentivar caminhoneiros a substituir o diesel pelo gás em suas frotas. A proposta inclui descontos em pedágios nas principais rodovias do país, que serão denominadas rotas azuis. Estradas como a Via Dutra, Fernão Dias e BR 163 em Mato Grosso estão entre as contempladas.
O programa também prevê incentivos para a adaptação de motores a gás e a troca de veículos. Contudo, a iniciativa enfrenta o desafio de estabelecer uma rede de abastecimento de gás, incluindo o biometano, um combustível renovável. O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, destacou que a estratégia inicial será a instalação de postos de gás nos Pontos de Parada de Descanso (PPDs) para caminhoneiros.
Atualmente, existem 17 PPDs em funcionamento no Brasil, com planos para construir mais 35 nos próximos três anos. Essas estruturas, que surgiram após a greve dos caminhoneiros em 2017, oferecem serviços como banheiro, cozinha e restaurante. O investimento na instalação de postos de abastecimento de gás nesses locais é visto como uma oportunidade de retorno para distribuidoras e concessionárias.
O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, afirmou que o programa é viável, mas ressaltou a necessidade de negociar os benefícios, como os descontos em pedágios, para que não haja impacto negativo para outros usuários das rodovias. O Ministério dos Transportes planeja preparar a logística de abastecimento de gás em cinco mil quilômetros de estradas nos próximos três anos.
As distribuidoras de gás e fabricantes de caminhões estão sendo consultados para a implementação do projeto. Atualmente, a frota brasileira de caminhões a gás conta com dois mil veículos, mas a iniciativa ainda é restrita ao setor privado. A ampliação do uso do gás é vista como uma forma de melhorar a balança comercial, já que o Brasil é um importador de diesel.
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