O IBGE atualizou os dados sobre a população quilombola, revelando que existem 1.330.186 pessoas nessas comunidades, das quais 61,7% vivem em áreas rurais. O censo mostrou que o analfabetismo entre os quilombolas é de 18,9%, quase três vezes mais que a média nacional de 7%. Nas áreas rurais, essa taxa sobe para 22,7%, enquanto nas urbanas chega a 13,28%. O Nordeste concentra a maior parte dos quilombolas, com 68% da população, e apresenta os piores índices de analfabetismo. Além disso, a falta de acesso a serviços básicos é alarmante, com 53,6% dos quilombolas urbanos enfrentando problemas de saneamento, quase três vezes mais que a média geral das cidades. No campo, 94,6% dos quilombolas também sofrem com a precariedade desses serviços. A ativista Mayellen Crisóstomo destacou que esses dados podem ajudar a criar políticas de reparação para as comunidades quilombolas, que enfrentam desafios históricos. A pesquisa também revelou que há mais mulheres quilombolas nas cidades do que no campo, com 100 mulheres para cada 92 homens nas áreas urbanas, enquanto nas rurais a proporção é de 105 homens para cada 100 mulheres.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do Censo 2022, revelando que a população quilombola no Brasil é de 1.330.186 pessoas, com 61,7% vivendo em áreas rurais. O levantamento, feito em 1,7 mil municípios, destaca a precariedade no acesso a serviços básicos, tanto nas zonas rurais quanto urbanas.
Os dados mostram que o índice de analfabetismo entre os quilombolas é de 18,9%, quase três vezes superior à média nacional de 7%. Nas áreas rurais, essa taxa sobe para 22,7%, enquanto nas urbanas atinge 13,28%. O Nordeste apresenta os piores índices, com 25,1% de analfabetismo rural e 15,4% urbano. O Centro-Oeste tem a menor proporção de quilombolas em áreas rurais, com 31,9%.
Saneamento Básico
A situação do saneamento básico é alarmante. O IBGE aponta que 53,6% dos quilombolas urbanos enfrentam problemas de abastecimento de água, esgoto e coleta de lixo, comparado a 18,7% da população urbana geral. No campo, 94,6% dos quilombolas convivem com essas dificuldades. A falta de acesso a água encanada, por exemplo, atinge 41,6% dos quilombolas em áreas demarcadas.
A ativista Mayellen Crisóstomo, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), afirma que esses dados representam uma “denúncia histórica” das violações de direitos. Ela ressalta que a divulgação das estatísticas pode impulsionar políticas de reparação e regularização fundiária.
Distribuição de Gênero
O Censo também revelou que a maior parte da população quilombola urbana é feminina. Para cada 92 homens, há 100 mulheres nas cidades, enquanto nas áreas rurais a proporção é de 105 homens para cada 100 mulheres. Essa diferença é atribuída à busca por melhores condições de vida e oportunidades de trabalho.
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