A violência contra jornalistas no Brasil continua a ser um problema sério, mesmo com uma leve queda nos números. O Relatório da Fenaj de 2024 mostra que houve 144 ataques a jornalistas, o que representa uma agressão a cada dois dias e meio. Embora isso seja 20,44% menos do que em 2023, a situação ainda é alarmante. A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, destacou que a liberdade de imprensa está sob constante ameaça e que proteger o jornalismo é essencial para a democracia. Um caso grave ocorreu em Goiás, onde uma mulher tentou atropelar uma equipe de reportagem. O relatório também aponta um aumento no assédio judicial e na censura, com 23 casos de assédio e 11 de censura registrados em 2024. A polarização política contribuiu para a violência, especialmente durante o período eleitoral. No cenário global, a situação é ainda mais crítica, com 122 jornalistas assassinados em 2024, a maioria na Faixa de Gaza.
A violência contra jornalistas no Brasil continua a ser uma preocupação significativa, apesar da redução no número de ataques. O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2024, divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em 20 de maio, registrou 144 casos de agressões, uma queda de 20,44% em relação a 2023, que contabilizou 181 episódios.
A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, destacou que a diminuição dos números não deve minimizar a gravidade da situação. Ela enfatizou que “a liberdade de imprensa está sob ataque constante” e que “proteger o jornalismo é proteger a democracia”. O relatório também revela um aumento em casos de censura e assédio judicial, com 23 registros de assédio judicial e 11 casos de censura, um aumento significativo em relação aos cinco casos do ano anterior.
Entre os incidentes mais alarmantes, destaca-se uma tentativa de atropelamento em Goiás, onde uma repórter grávida foi alvo de uma agressão direta enquanto cobria uma reportagem sobre maus-tratos a animais. Embora não tenha havido mortes de jornalistas em 2024, o relatório aponta uma escalada de ameaças e tentativas de homicídio, além de ataques misóginos e simbólicos.
A polarização política também se reflete nos dados, com 47,22% das agressões atribuídas a políticos e apoiadores da direita e extrema-direita. Profissionais de mídias digitais foram os mais afetados, representando 43,75% dos casos. O período eleitoral, de maio a outubro, concentrou quase 40% dos ataques, sendo julho o mês mais violento.
No cenário internacional, a situação é ainda mais crítica, com a Federação Internacional dos Jornalistas registrando 122 jornalistas assassinados em 2024, a maioria na Faixa de Gaza, durante o conflito entre Israel e Hamas.
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