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Aumento da atividade solar promete intensificar auroras em latitudes médias nas próximas décadas

Aumento da atividade solar pode intensificar auroras em latitudes médias e impactar tecnologias espaciais nas próximas décadas.

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Um novo estudo sugere que o Sol está entrando em um período de atividade intensa que pode durar décadas. Isso deve aumentar a frequência de auroras boreais em regiões mais ao sul, como partes dos Estados Unidos e da Europa, e também pode reduzir o fluxo de prótons na zona interna da Terra, o que é bom para satélites. A pesquisa, liderada por Kalvyn Adams e publicada na revista “Space Weather”, analisou dados de mais de 40 anos e observou uma queda no fluxo de prótons a partir de 2022, coincidindo com o início do ciclo solar atual. O aumento da atividade solar está ligado a mais tempestades geomagnéticas, que são responsáveis pelas auroras. Em maio de 2024, uma tempestade solar permitiu que auroras fossem vistas em latitudes médias, um evento raro. Apesar das descobertas, alguns cientistas pedem cautela, afirmando que ainda é cedo para afirmar que o Sol entrou em uma nova fase de alta atividade. As mudanças na atividade solar podem afetar não apenas as auroras, mas também tecnologias como satélites e redes elétricas.

O Sol está passando por um aumento significativo em sua atividade, que pode durar décadas. Um estudo recente publicado na revista “Space Weather” sugere que essa fase elevada resultará em mais tempestades geomagnéticas e auroras boreais visíveis em latitudes médias, como partes dos Estados Unidos e da Europa. A pesquisa foi liderada por Kalvyn Adams, do Departamento de Astrofísica e Ciências Planetárias da Universidade do Colorado, em colaboração com instituições como o Dartmouth College e a Universidade da Pensilvânia.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de quarenta anos coletados por satélites da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) que monitoram a Anomalia do Atlântico Sul (SAA). Essa região, onde o campo magnético terrestre é mais fraco, permite a entrada de partículas energéticas, como prótons de alta energia. O estudo identificou uma queda acentuada no fluxo de prótons a partir de 2022, coincidindo com o início do ciclo solar atual, o ciclo 25.

A pesquisa aponta que o aumento da radiação solar aquece e expande a atmosfera terrestre, intensificando a perda de partículas. Essa mudança está alinhada com a hipótese do Ciclo Centennial de Gleissberg (CGC), que sugere variações na atividade solar a cada oitenta a cem anos. Os autores do estudo afirmam que o Sol está saindo de um mínimo prolongado e entrando em uma fase de ascensão, o que pode resultar em ciclos solares mais intensos nas próximas décadas.

O aumento da atividade solar está ligado a um maior número de tempestades geomagnéticas, que são a principal causa das auroras. Em maio de 2024, uma tempestade solar extrema permitiu a observação de auroras em latitudes médias, um fenômeno raro. Apesar do otimismo dos pesquisadores, o físico solar Scott McIntosh alerta que é “cedo demais” para afirmar que o CGC entrou em uma nova fase de alta atividade, enfatizando a necessidade de mais estudos.

A diminuição do fluxo de prótons na zona interna dos cinturões de radiação pode reduzir a exposição de satélites a partículas energéticas, diminuindo riscos operacionais. Contudo, o aumento da atividade solar também pode gerar tempestades solares que afetam satélites e redes elétricas. Compreender essas mudanças é crucial para o planejamento de missões espaciais e a proteção de infraestruturas na Terra.

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