Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras, é uma referência em ortografia e defende o novo acordo ortográfico que unifica a escrita do português entre os países que falam a língua. A partir de 1º de janeiro de 2013, o Brasil adotará oficialmente novas regras, que incluem a eliminação do trema e de alguns acentos, apesar de haver resistência no Senado e em Portugal. Bechara acredita que a mudança é positiva e que o Brasil está preparado, já que a adaptação começou em 2009. Ele destaca que a ortografia é apenas a forma como as palavras são escritas e que a falta do trema, por exemplo, facilita a escrita. O novo acordo também visa simplificar a língua e facilitar a comunicação entre os países lusófonos, além de reduzir custos na publicação de livros. Embora haja críticas e propostas para adiar a implementação, Bechara defende que a unificação ortográfica é necessária para a língua portuguesa.
Evanildo Bechara, imortal da Academia Brasileira de Letras, defende o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, que será adotado definitivamente no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2013. As novas regras eliminam o trema e certos acentos, visando unificar a escrita entre os países lusófonos.
A mudança, que já está em vigor desde janeiro de 2009, foi acordada entre Brasil, Portugal e outros países de língua portuguesa. Bechara, autor da *Moderna Gramática Brasileira*, afirma que a nova ortografia traz benefícios, como a simplificação da escrita. “Tiramos um peso dos ombros de quem escreve. Longe de ser um prejuízo, é um lucro”, declarou.
A partir de janeiro, documentos e publicações devem seguir as novas normas. O alfabeto passará a ter 26 letras, com a inclusão de “k”, “w” e “y”. O acento agudo de “ideia” e o circunflexo de “voo” e “enjoo” também serão abolidos. Concursos e provas escolares passarão a exigir o uso correto da nova ortografia.
Apesar da resistência no Senado e em Portugal, onde a implementação enfrenta desafios, Bechara acredita que o Brasil está preparado. “A ortografia está ligada à memória visual. Escrevemos as palavras como as vemos escritas”, afirmou. A senadora Ana Amélia propôs um adiamento da implementação, mas sua proposta ainda não foi respondida.
Em Portugal, a resistência é maior, com uma petição circulando para revogar o acordo. Bechara ressalta que “uma língua que tem uma só ortografia circula no mundo com mais facilidade”, destacando a importância da unificação ortográfica para o comércio e a cultura.
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