A Fazenda Santa Silvéria, localizada em Piratininga, São Paulo, tem mostrado que é possível reduzir as emissões de metano na agropecuária brasileira. Desde 2012, a fazenda utiliza o sistema de integração lavoura-pecuária, que combina o cultivo de plantas com a criação de gado em uma mesma área. Isso ajuda a aumentar a produtividade e a diminuir o impacto ambiental, pois as lavouras e pastagens bem cuidadas absorvem carbono, compensando as emissões do gado. O gerente da fazenda, Fulvio Domeneck, explica que ao cultivar soja e sorgo nas áreas de pastagem degradadas, conseguem aumentar a produção com menos custos. Além disso, a qualidade do pasto melhorou, fazendo com que o gado engorde mais rápido e possa ser abatido mais cedo, o que também reduz as emissões. O Brasil, que possui o maior rebanho comercial de gado do mundo, é um dos maiores emissores de metano, com a agropecuária sendo responsável por 75% dessas emissões. O metano é um gás que contribui para o aquecimento global, sendo muito mais potente que o dióxido de carbono. As emissões de metano vêm principalmente da digestão dos ruminantes e do manejo de dejetos. Além do sistema da Fazenda Santa Silvéria, outras técnicas estão sendo adotadas, como o uso de aditivos na ração do gado e melhorias no cultivo de arroz, que também emite metano. Pesquisas mostram que certos óleos essenciais na ração podem reduzir a produção de metano pelos animais. O Brasil tem várias opções para diminuir as emissões, como o uso de biodigestores para tratar dejetos e técnicas de irrigação que reduzem as emissões no cultivo de arroz. Há um esforço contínuo para tornar a agropecuária mais sustentável, com iniciativas como a proibição da queima da palha da cana-de-açúcar e o Plano ABC, que busca promover tecnologias sustentáveis. O desafio agora é levar essas inovações aos produtores rurais.
A Fazenda Santa Silvéria, localizada em Piratininga, São Paulo, implementou com sucesso o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP), reduzindo as emissões de metano e aumentando a produtividade. Desde 2012, a propriedade, que abriga cerca de 1.600 cabeças de gado em 1.200 hectares, utiliza essa técnica para rotacionar atividades agrícolas e pecuárias, promovendo a recuperação de terras degradadas.
O gerente geral da fazenda, Fulvio Domeneck, destaca que a combinação de culturas como soja e sorgo nas áreas de pastagem recuperada aumentou a produtividade com custos reduzidos. A melhoria na qualidade do pasto também permitiu um ganho de peso mais rápido no gado, resultando em um ciclo de produção de 30 a 36 meses, em comparação aos quatro anos anteriores.
O Brasil, com o maior rebanho comercial bovino do mundo, é o quinto maior emissor de metano, com a agropecuária responsável por 75% dessas emissões. O metano é um gás com potencial de aquecimento global 28 vezes maior que o dióxido de carbono. A fermentação entérica dos ruminantes e o manejo de dejetos são as principais fontes de emissão.
Tecnologias em Ação
Além do ILP, diversas tecnologias estão sendo exploradas para mitigar as emissões. Aditivos alimentares, como óleos essenciais de tomilho e orégano, têm mostrado eficácia na redução da produção de metano pelos ruminantes. Pesquisas indicam que a altura do capim também influencia a emissão de metano, com pastagens excessivamente fibrosas aumentando a produção do gás.
A substituição de sistemas de tratamento de dejetos por biodigestores é uma estratégia crescente para reduzir as emissões. No cultivo de arroz irrigado, que representa 92% da produção no Brasil, práticas como irrigação intermitente e redução da altura da lâmina de água podem diminuir as emissões de metano em até 70%.
Desafios e Oportunidades
O Brasil tem um portfólio de tecnologias para reduzir as emissões de metano, mas o desafio é levar essas informações aos produtores. O Plano ABC, criado em 2010, visa promover tecnologias sustentáveis e já liberou R$ 32,27 bilhões para financiamento. Espera-se que até 2030, o sistema ILPF possa ser expandido em mais 10 milhões de hectares, aumentando a área plantada com rotação.
A agropecuária brasileira está em um caminho de descarbonização, com esforços contínuos para tornar o setor mais sustentável. A implementação de políticas públicas e a adoção de novas tecnologias são essenciais para alcançar esse objetivo.
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