Pierre Hudicourt, que faz parte da União Patriótica do Haiti, entregou um memorando ao presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, onde critica a administração americana no Haiti. Ele representa 25 mil membros da união e afirma que o alto-comissário dos EUA está concentrando todo o poder, fazendo com que o presidente haitiano, Louis Borno, atue como um vassalo. Hudicourt também se encontrou com o senador William Borah, que prometeu criticar a política dos EUA na ilha.
O haitiano Pierre Hudicourt, membro da Corte Arbitral de Haia, apresentou um memorando ao presidente dos Estados Unidos, Calvin Coolidge, no qual critica a administração norte-americana no Haiti. O documento, que representa os 25 mil sócios da União Patriótica do Haiti, denuncia a concentração de poder nas mãos do alto-comissário dos EUA, o que, segundo Hudicourt, transforma o presidente haitiano, Louis Borno, em um vassalo.
Hudicourt se reuniu com o senador americano William Borah e expressou satisfação com a promessa do parlamentar de criticar a política dos Estados Unidos na ilha. O memorando ressalta o descontentamento da população local com a ocupação americana, que começou em 1915 e gerou protestos contra a falta de autonomia política.
A crítica de Hudicourt reflete um sentimento crescente entre os haitianos, que se sentem subjugados e sem voz nas decisões que afetam seu país. A situação política no Haiti continua a ser um ponto de tensão, com a administração dos EUA sendo alvo de acusações de interferência e controle excessivo.
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