Um estudo recente mostrou que plantas de arroz podem herdar a capacidade de tolerar frio em apenas três gerações, sem mudanças no DNA. Pesquisadores da China descobriram que essas adaptações ocorrem por meio de alterações epigenéticas, que são modificações químicas que não alteram a sequência do DNA. Eles testaram uma variedade de arroz que era sensível ao frio, colocando-a em temperaturas muito baixas antes da reprodução. Após três gerações, algumas plantas conseguiram produzir muitas sementes, mesmo sob estresse frio. Os cientistas confirmaram que não havia diferenças genéticas entre as plantas tolerantes e as não tolerantes, mas encontraram menos marcadores químicos em um gene específico nas plantas que se adaptaram. Quando desativaram esses marcadores, as plantas se tornaram mais resistentes ao frio, e quando os reativaram, perderam essa capacidade. Essa pesquisa desafia a ideia tradicional de que a evolução acontece apenas por meio de mutações genéticas e seleção natural.
Um estudo recente realizado por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências revelou que plantas de arroz podem herdar tolerância ao frio em apenas três gerações. A pesquisa, publicada na revista *Cell*, mostra que essa adaptação ocorre por meio de mudanças epigenéticas, sem alterações no DNA.
Os cientistas investigaram uma variedade de arroz asiático (Oryza sativa L.) que apresentava alta sensibilidade ao frio. Durante os experimentos, as plantas foram expostas a temperaturas de até -15 °C por sete dias antes de serem retornadas a um ambiente natural. As sementes coletadas das plantas que sobreviveram ao estresse térmico foram cultivadas, e a terceira geração demonstrou uma notável resistência ao frio.
A pesquisa, que durou uma década, identificou que as plantas tolerantes ao frio apresentavam menos marcadores químicos em um gene específico, denominado Acquired Cold Tolerance 1 (ACT1). Essa descoberta foi crucial para comprovar que a adaptação não se deu por mutações genéticas, mas sim por modificações epigenéticas que regulam a atividade gênica.
Os pesquisadores, liderados pelo geneticista Shanjie Tang, enfrentaram desafios para convencer revisores sobre a ausência de mudanças genéticas. Michael Skinner, especialista em herança epigenética, destacou que o estudo reforça a ideia de que o ambiente atua como uma força seletiva, promovendo mudanças direcionadas nas plantas. Essa pesquisa representa um avanço significativo na compreensão da evolução, desafiando a visão tradicional que atribui adaptações apenas a mutações aleatórias e seleção natural.
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