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Sete vitórias silenciosas para o clima e a natureza em 2025

Renováveis superam o carvão como principal fonte de eletricidade, com a China liderando expansão; 30% dos oceanos protegidos e queda do desmatamento na Amazônia e Cerrado

Getty Images
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  • Em 2025, as renováveis ultrapassaram o carvão como principal fonte de eletricidade, impulsionadas pela expansão de energia limpa na China.
  • O Reino Unido começou a construir a maior bateria de ar líquido do mundo para armazenar energia renovável.
  • Proteção dos oceanos avançou: acordo global para manter 30% das águas internacionais sob proteção e a maior área marinha protegida em Tainui Atea, na Polinésia Francesa.
  • O COP‑30, realizado no Brasil, destacou florestas e criou a Tropical Forests Forever Facility para incentivar a conservação, com queda no desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
  • O COP‑16 favoreceu o reconhecimento de povos indígenas e houve restauração ambiental no Klamath, com retorno de salmões após a remoção de barragens.

O ano de 2025 trouxe avanços notáveis em energia, conservação e direitos indígenas, com mudanças que impactam o cenário climático global. Em meio a emissões ainda altas e declínio da natureza, houve casos de recuperação e novas estruturas de proteção.

A eletricidade vitoriosa para as renováveis ficou evidente: fontes como solar e eólica superaram o carvão como principal fonte de energia. A produção mundial de energia limpa ganhou impulso com a expansão na China, que também lidera exportações de tecnologias limpas.

No Reino Unido, a energia eólica teve participação significativa, aproximando-se de um terço da demanda. O país iniciou a construção da maior bateria de armazenamento de ar líquido já planejada, ampliando a capacidade de manter a oferta quando não há vento ou sol.

Mudanças nas proteções e florestas

Um acordo global sobre altas marés, ratificado em setembro de 2025, estabelece a proteção de 30% das águas internacionais por meio de Áreas Marinhas Protegidas. O objetivo é preservar habitats e ecossistemas marinhos.

Na prática, a maior área protegida do planeta ganhou status na Polinésia Francesa, com a região de Tainui Atea, cobrindo cerca de 1,1 milhão de km². O avanço representa um marco para a conservação oceânica.

Florestas, financiamento e biodiversidade

O Brasil sediou a COP30, destacando florestas como eixo central e criando a Tropical Forests Forever Facility (TFFF). O fundo visa valorizar a manutenção de florestas com pagamentos por ações de conservação, atrelando resultados financeiros à proteção das áreas.

Dados oficiais indicam queda no desmatamento na Amazônia e no Cerrado, com reduções de 11% e diminuição de clareiras, respectivamente. Estudos independentes apontam diminuição de 43% do desmatamento na Amazônia em outubro de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024.

Avanços legais e vida selvagem

A Corte Internacional de Justiça abriu caminho para que países processem outros por impactos climáticos, fortalecendo o suporte jurídico a ações ambientais. Isso não é vinculativo para as cortes, mas pode influenciar casos futuros.

Entre as notícias de conservação, tartarugas marinhas ganharam fôlego. A espécie verde teve melhoria de status na IUCN, enquanto a temporada de desova de leios marinhos na Flórida registrou recorde. Na Índia, a população de tigres atingiu cerca de 3.600 indivíduos.

Povos indígenas e restauração de ecossistemas

Os povos indígenas passaram a ter voz oficial nas decisões de conservação, com a COP16 consolidando um comitê permanente. A presença indígena na COP30, em grande número, reforçou o papel tradicional na proteção ambiental.

Além disso, a restauração do rio Klamath, após a remoção de quatro barragens em 2024, permitiu o retorno de salmões às áreas upstream, sinalizando recuperação de ecossistemas aquáticos na Califórnia.

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