- Beachy Head Woman, corpo romano descoberto em Eastbourne, tinha sido apresentada como a primeira britânica negra, com hipóteses de ascendência cipriota.
- Nova análise de DNA, usando capture arrays, mostrou origem local do sul da Inglaterra durante o período romano.
- A leitura genética de alta qualidade redefine a narrativa sem alterar a história da região.
- Cronologia: morreu entre 129 e 311 d.C.; descoberto em 2012, com restos e caixa relacionados ao promontório Beachy Head.
- Publicado no Journal of Archaeological Science, dizendo que a mulher era descendente da população local britânica da época romana.
Beachy Head Woman, o esqueleto da era romana descoberto em Eastbourne, teve sua origem genética recruzada com base em novas leituras de DNA. A análise recente indica que a mulher descendia do sul da Inglaterra, não de origem africana ou cipriota, como discutido até então. O estudo atual reescreve a narrativa sem alterar a história local.
A descoberta remete ao achado feito em 2012, nos acervos da prefeitura de Eastbourne, com indicação de ter sido encontrado no promontório de Beachy Head, nos anos 1950. A datação por radiocarbono aponta morte entre 129 e 311 d.C., durante o período romano na Britânia.
Entre os envolvidos, o estudo é liderado por Selina Brace, do Natural History Museum, em Londres, e coautores participam de universidades britânicas. A análise anterior, em 2017, sugeriu origem não europeia, o que levou à retirada de uma placa de homenagem instalada em 2016 para comemorar a suposta primeira britânica negra.
Resultados da análise de DNA e implicações
O uso de capture arrays permitiu obter leitura genética de alta qualidade, com cobertura mais de dez vezes superior. Os resultados indicam descendência direta da população local de sul da Inglaterra durante a Roma, reforçando a ideia de que a vítima era uma jovem da região.
Segundo os pesquisadores, as conclusões não mudam o quadro histórico da Britânia romana, apenas a leitura sobre a identidade da pessoa. As informações foram publicadas no Journal of Archaeological Science, destacando a evolução da ciência como ferramenta para revisitar identidades.
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