- Revisão regulatória australiana recomenda cancelamento de alguns anticoagulantes usados como raticidas, mas aponta que há itens que podem continuar à venda com rotulagem e condições de uso mais restritas.
- Suspensão temporária de raticidas de segunda geração (SGARs) está em estudo, com possibilidade de venda apenas se cumprirem novas condições rigorosas; consulta pública de três meses.
- Alguns iscos em pó, líquidos ou sem corantes/bittering agents devem ser cancelados; outros em forma de parafina, pellets e blocos podem permanecer com alterações de rótulo.
- Ingredientes ativos registrados na Austrália para FGARs incluem warfarina, coumatetralil e diphacinona; SGARs contêm substâncias como brodifacoum, bromadiolona, difetialona, difenacoum e flocoumafen.
- Críticos, como BirdLife Australia, argumentam que a revisão não endereça suficientemente o envenenamento secundário de aves de rapina e animais nativos, mantendo pressão por remoção total ou regras ainda mais restritivas.
A APVMA divulgou uma revisão sobre anticoagulantes usados como iscos para ratos, recomendando o cancelamento de alguns produtos e a suspensão temporária de SGARs. A avaliação também prevê que muitos iscos possam seguir à venda com rótulos mais rigorosos e condições de uso.
Segundo o órgão, a suspensão temporária de SGARs entraria em vigor se aprovada, tornando ilegal importar ou fabricar esses venenos, e permitindo venda apenas sob condições mais estritas. O público poderá se manifestar em consulta pública de três meses.
A revisão aponta que certos iscos em pó ou líquidos, sem corantes ou agentes amargos, devem ser cancelados devido aos riscos. Já iscos em cera, pellets e blocos podem permanecer, desde que com rotulagem mais clara e regras de uso mais restritas.
Holly Parsons, da BirdLife Australia, critica a proposta e sustenta que os SGARs devem ser completamente removidos das lojas. Ela afirma que o objetivo é evitar a intoxicação secundária de aves de rapina e outras espécies nativas.
John White, professor de fauna e conservação na Deakin University, reforça que os SGARs são altamente tóxicos do ponto de vista ambiental. Ele aponta que, ainda assim, mudanças de etiqueta podem não assegurar o cumprimento pelos consumidores.
A APVMA informou que as propostas dependem de consulta pública e, se aprovadas, as regras entrarão em vigor após estudo das contribuições. O órgão também destacou que a venda continuaria apenas sob condições mais rígidas.
Em resposta, a Woolworths disse aguardar o parecer final para ajustar as estratégias comerciais e preparar opções seguras para clientes. A rede ressalta que mantém um pequena linha de SGARs para uso específico em residências e áreas rurais, com alternativas disponíveis.
Bunnings e Coles não se pronunciaram oficialmente no momento. A revisão também sugere cancelar registros de iscos em pó ou líquidos que não contenham aditivos que reduzam a palatabilidade.
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