- O verão de 2026 começa neste domingo, 21, com alerta para agro, água e energia devido à neutralidade do ENOS (El Niño-Oscilação Sul), sem El Niño nem La Niña dominantes.
- A distribuição de chuvas será regional: Sudeste e parte do Nordeste sofrem estresse hídrico, com MG podendo ter até 100 mm abaixo da média na região metropolitana de BH e na Zona da Mata.
- No Centro-Oeste e Norte, MT deve ter chuvas dentro ou acima da média, Goiás fica abaixo da média, e a maior parte da região Norte terá boa disponibilidade de água, com exceção de Tocantins e sudeste do Pará.
- O Sul tende a ter chuvas acima da média, o que ajuda a recompor reservatórios, mas o manejo segue essencial para o setor elétrico e irrigação.
- A energia elétrica pode ficar mais cara, com tarifas variando por região: queda média de 0,81% na Vila de baixa tensão no Sul/Sudeste/Centro-Oeste e alta média de 0,71% no Norte/Nordeste; a água e a energia dependerão do monitoramento constante dos reservatórios.
O verão de 2026 começa marcado pela neutralidade climática do ENOS, sem El Niño ou La Niña dominantes. INMET e Inpe apontam variações regionais de chuva, com impactos diretos sobre água, energia e agricultura no Brasil.
O regime sem fenômeno dominante gera distribuição de chuvas desigual. Lotes do Sul devem receber volume acima da média, beneficiando safras de verão, mas o calor pode elevar a pressão de doenças em culturas como trigo e soja.
A falta de chuvas no Sudeste, aliada ao calor, preocupa produtores e gestão de água. Em Minas Gerais, áreas da RMBH e da Zona da Mata podem registrar quedas de até 100 mm na média de chuva, elevando evapotranspiração.
Sudeste e Nordeste: alerta de estresse hídrico
A região mais crítica será o Sudeste e parte do Nordeste. A menor chuva tende a reduzir água disponível no solo e comprometer lavouras de soja e milho em fases sensíveis, com consequências para rendimento e irrigação.
A recomposição de reservatórios de hidrelétricas fica mais lenta. Preços de energia para o indústria podem subir, enquanto a irrigação depende de manejo mais eficiente e de monitoramento contínuo.
Centro-Oeste e Norte: cenário de manutenção hídrica
No Centro-Oeste, o Mato Grosso aparece como ponto positivo, com chuvas dentro ou acima da média, apoiando o florescimento da soja. Em Goiás, volumes podem ficar abaixo da média climatológica.
Na Região Norte, a umidade é favorável na maior parte do território, beneficiando culturas perenes. Tocantins e sudeste do Pará exigem atenção ao manejo de pastagens devido a volumes menores.
Energia elétrica e abastecimento de água
As chuvas previstas acima da média em partes do Sul e Centro-Oeste devem favorecer água e geração hidrelétrica. O ONS prevê recomposição gradual dos reservatórios, sujeita a monitoramento constante.
As projeções indicam cenários de água abaixo da média entre dezembro de 2025 e maio de 2026 em cenários otimista e pessimista, o que aumenta a atenção sobre reservatórios da bacia do Paraná.
Perspectivas e tarifas
Caso o cenário otimista se confirme, a energia armazenada no Sudeste e Centro-Oeste deve superar o verificado em 2025. Em cenário adverso, a comparação aponta queda relevante na disponibilidade de energia.
Acessos de água e energia devem ficar estáveis, mas com custos variáveis. A Aneel prevê variação de tarifas por região, com queda na baixa tensão no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e alta no Norte e Nordeste.
Monitoramento e planejamento
A neutralidade climática de 2026 exige vigilância constante. A atuação de ZCAS pode alterar o volume de chuvas, impactando planejamento agrícola, hidrelétrico e tarifas, de forma regionalizada.
Entre na conversa da comunidade