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Estudo revela estratégias para vencer o nojo de biscoito de inseto

Embrapa aponta que estímulos visuais e mensagens claras elevam a intenção de compra de biscoitos à base de insetos, reduzindo a neofobia

Biscoito à base de farinha de inseto
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  • Embrapa conclui, com base em dois experimentos no Rio de Janeiro, que comunicar bem sobre biscoitos à base de insetos aumenta a intenção de compra e reduz a neofobia, especialmente quando há textos claros e imagens que passam segurança.
  • A combinação de informações nutricionais, atributos sensoriais positivos e impactos ambientais, associada a imagens, é eficaz para reduzir o risco percebido de produtos não convencionais.
  • O estudo verificou que, na prática, a familiaridade com a categoria de insetos como alimento eleva a aceitação, destacando o papel dos estímulos visuais e da comunicação.
  • Dados de consumo indicam que, no Brasil, o consumo diário per capita de biscoitos é de 3,7 gramas (doces) e 6,8 gramas (salgados); globalmente, cerca de metade dos alimentos à base de insetos são snacks.
  • Os resultados trazem subsídios para políticas públicas e regulação, incluindo higiene, rotulagem e comunicação clara, além de indicar caminhos para estratégias de mercado e educação do consumidor.

A pesquisa conduzida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, avaliou como diferentes estratégias de comunicação afetam a intenção de compra de produtos à base de insetos. O estudo examinou o impacto de mensagens claras, informações nutricionais e estímulos visuais na aceitação de biscoitos formulados com farinha de insetos. Os resultados apontam que a rejeição inicial pode diminuir quando há combinação de conteúdo técnico com recursos visuais familiares.

A investigação envolveu dois experimentos. No primeiro, consumidores avaliaram biscoitos com diferentes mensagens e imagens, e a soma desses elementos elevou a propensão de compra. O trabalho sugere que a familiarização com a categoria atua como fator-chave para a aceitação. Dados de consumo de biscoitos no Brasil ajudam a fundamentar a seleção de formato no mercado interno.

No segundo experimento, pesquisadores testeram mensagens centradas em benefícios de saúde e em atributos sensoriais. Quando associadas a imagens do produto, as informações de saúde aumentaram a intenção de compra e a percepção de sustentabilidade. A pesquisa ressalta que atributos nutricionais podem motivar consumidores com interesse ambiental.

Contexto ambiental e dietas alternativas

A pesquisa dialoga com padrões alimentares globais em transformação. Relatórios da OCDE e da FAO destacam pressões sobre recursos naturais com o aumento do consumo de carne, incentivando a busca por proteínas alternativas. Fontes como vegetal e insetos comestíveis emergem como opções para segurança alimentar e sustentabilidade.

Implicações regulatórias e de mercado

Os dados podem subsidiar o Ministério da Agricultura e Pecuária na definição de normas para o consumo de alimentos à base de insetos no Brasil. Aspectos como higiene, rotulagem e comunicação clara são citados como determinantes para ampliar a confiança do consumidor e estruturar o mercado.

Perspectivas para estratégias de comunicação

O estudo reforça que a forma de apresentar informação é decisiva para reduzir barreiras culturais. Campanhas educativas, degustações e mensagens equilibradas entre sabor e benefícios funcionais aparecem como instrumentos para ampliar a aceitação desses alimentos. A transição depende tanto de percepção quanto de produção.

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