- Amanita phalloides, conhecida como chapéu-da-morte, é venenosa e pode causar falência de fígado e rins; em casos graves, transplante pode ser a única saída, e a morte pode ocorrer entre seis e dezesseis dias após a ingestão. Em 2023, quatro pessoas hospitalizadas na Austrália após ingerirem um prato supostamente contaminado; três faleceram.
- Galerina marginata é comum em madeira de coníferas em decomposição e pode ser confundida com cogumelos alucinógenos; contém amatoxinas que afetam fígado e rins e podem levar à morte se não tratadas.
- Trichoderma cornu-damae é um cogumelo vermelho raro encontrado no Japão, Coreia do Sul e agora em outras regiões; a intoxicação pode provocar dores, vômitos, alterações na percepção e falência de órgãos.
- Amanita virosa, Amanita bisporigera e Amanita ocreata, conhecidos como “Anjos destruidores”, possuem amatoxinas que podem causar danos graves ao fígado com apenas parte de um cogumelo.
- Gyromitra esculenta, o “cogumelo do cérebro”, é extremamente tóxico por giromitrina; cozinhar reduz parte do veneno, mas não elimina o risco, e consumo cru pode ser fatal.
Alguns cogumes venenosos podem ser confundidos com opções seguras, especialmente por quem busca efeitos psicoativos. O risco de ingestão acidental aumenta quando espécies levemente parecidas são confundidas com cogumelos comestíveis. A lista abaixo reúne sete cogumelos extremamente perigosos e as principais informações sobre cada um.
Diversos cogumelos tóxicos contêm compostos que afetam órgãos vitais, como fígado e rins, e podem levar à morte sem tratamento rápido. Em casos graves, não há antídoto específico e a intervenção médica é essencial para tentar salvar a vida. A intoxicação pode ocorrer mesmo com ingestões pequenas.
1. Amanita phalloides
Conhecido como chapéu-da-morte, cicuta-verde ou rebenta-bois, é venenoso conhecido globalmente. Embora seja nativo da Europa, aparece em outros continentes, inclusive na América do Sul, via importação de madeira. Aparência semelhante a espécies seguras facilita ingestões acidentais.
O sabor agradável engana, pois o envenenamento danifica rins e fígado antes de surgirem sintomas. Náuseas, vômitos, diarreia severa, febre e taquicardia aparecem, geralmente em estágio avançado. Em alguns casos graves, o transplante de fígado é a única saída.
Em casos de ingestão, a mortalidade pode ocorrer entre 6 e 16 dias após o consumo, sem tratamento adequado. Em julho de 2023, quatro pessoas ficaram hospitalizadas na Austrália após comer bife Wellington com possível contaminação pelo cogumelo. Três faleceram; o sobrevivente recebeu transplante hepático. A cozinheira foi acusada de assassinato em 2023 e aguarda julgamento.
2. Galerina marginata
Comum no Hemisfério Norte, a Galerina marginata é um fungo que cresce em madeira de coníferas em decomposição. Também já foi registrado na Austrália. Caçadores costumam confundi-la com cogumelos alucinógenos, aumentando o risco de intoxicação.
A espécie contém amatoxinas, substâncias que prejudicam fígado e rins. A ingestão pode provocar falência de órgãos e levar à morte se não houver atendimento médico rápido. Casos fatais associam-se à confusão com cogumelos de uso recreativo.
3. Trichoderma cornu-damae
O cogumelo Podostroma cornu-damae é descrito como vermelho e raro, com ocorrência confirmada no Japão, Coreia do Sul e, recentemente, em outras regiões da Ásia e Oceania. Casos históricos no Japão motivaram campanhas de conscientização no início dos anos 2000.
Casos de intoxicação apresentaram dores abdominais, vômitos, diarreia e alterações neurológicas, incluindo perda de cabelo e comprometimento da fala. Em quadros graves, pode ocorrer falência múltipla de órgãos. A origem e a propagação do fungo tornam o envenenamento especialmente preocupante para monitoramento sanitário.
4. Anjos destruidores
Chamados de Amanita virosa, entre outras espécies associadas, os Anjos destruidores possuem amatoxinas. Essas toxinas são extremamente perigosas, com potencial de danificar o fígado e o coração ao percorrer a corrente sanguínea. Um pequeno trecho do cogumelo pode causar danos graves.
As três espécies associadas — Amanita virosa, Amanita bisporigera e Amanita ocreata — são encontradas em bosques e gramados da Europa e da América do Norte. O envenenamento pode evoluir rapidamente, exigindo diagnóstico e tratamento médico imediatos.
5. Gyromitra esculenta
O cogumelo do cérebro, Gyromitra esculenta, é extremamente tóxico por conter giromitrina. A ingestão pode causar náusea, vômitos, convulsões e danos ao fígado e ao sistema nervoso central. Quando cru, o risco é elevado; o cozimento repetido pode reduzir parte do veneno, porém não elimina-o completamente.
É consumido como petisco em algumas regiões da Escandinávia, Leste Europeu e áreas ao redor dos Grandes Lagos, desde que seja bem preparado. Em países como Finlândia, pode constar em preparações culinárias com avisos sobre a técnica de preparação adequada.
6. Clitocybe dealbata
O Clitocybe dealbata, cogumelo pequeno que surge em gramados, contém muscarina. Em ingestão, provoca salivação excessiva, suor, vômitos, diarreia e alterações visuais. Em doses elevadas, pode causar dor abdominal intensa, náusea e dificuldades respiratórias.
A intoxicação geralmente se resolve em algumas horas, com antídotos disponíveis. Embora raro, o efeito mais grave pode envolver arritmias ou insuficiência respiratória. Em 2014, uma criança na França foi hospitalizada após ingestão acidental.
7. Amanita muscaria
O Amanita muscaria, conhecido popularmente como cogumelo do Mario, é amplamente encontrado em várias áreas do mundo. Possui compostos tóxicos e psicoativos, gerando efeitos alucinógenos em alguns casos. Mortes são relatadas historicamente, mas são pouco comuns nos tempos recentes.
Apesar da fama, não é tão letal quanto outros da lista. Ainda assim, a ingestão pode causar efeitos variados e potencialmente graves, exigindo avaliação médica conforme a dosagem e o estado de saúde da pessoa.
Observação: a leitura prática alerta para evitar o consumo de cogumes desconhecidos, especialmente sem supervisão médica. Em caso de ingestão acidental, procure assistência profissional imediata.
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