- Giselle Valdes, estudante de doutorado em biologia no MIT, pesquisa regeneração de células-tronco e como as células-progenitoras escolhem seus destinos, usando planárias como modelo.
- Formou-se em engenharia biomédica na Florida International University, participou de programas de pesquisa no MIT e recebeu a Borsa MIT Fund for the Future of Science.
- Trabalha no laboratório do professor Peter Reddien e investiga o “ fate choice” em células-tronco adultas, expandindo para o organismo Hofstenia miamia.
- Além da pesquisa, atua como mentora e professora para alunos de MIT e estudantes do ensino médio, envolvendo-se em ações de divulgação de ciência e educação em STEM.
- Pretende seguir na academia após o doutorado, com pós-doutorado e carreira docente, valorizando pesquisa e orientação de alunos.
Giselle Valdes, estudante de doutorado em biologia no MIT, pesquisa regeneração a partir de células-tronco. O foco está em compreender como as células progenitoras escolhem seu destino em tecidos adultos, com planos de ampliar a compreensão sobre regeneração.
Valdes é formada em engenharia biomédica na Florida International University, atuando também em biociências. Em 2018, passou 10 semanas no MIT pelo programa de verão BSG-MSRP-Bio, trabalhando no laboratório do professor Eliezer Calo.
Em 2019, participou de workshop de métodos quantitativos do MIT e foi convidada a ingressar no programa de doutorado da universidade no mesmo ano, iniciando os estudos no outono. O percurso incluiu interação próxima com mentores e uma comunidade colaborativa.
Pesquisa com células-tronco em planárias
No laboratório do professor Peter Reddien, Valdes recebe uma bolsa MIT Fund for the Future of Science para apoiar a pesquisa. O objetivo é entender o processo de “escolha de destino” de células progenitoras em organismos altamente regenerativos como as planárias.
A pesquisadora investiga como as células vizinhas influenciam a escolha de destino celular, revelando que esse processo pode ocorrer de modo autônomo em cada célula. O projeto também envolve o animal evolutivamente distante Hofstenia miamia.
Valdes tem desenvolvido técnicas novas no modelo, incluindo colaborações que aprimoram a classificação de neoblastos pela morfologia, conectando esse estado dinâmico à função celular. A parceria com Ye Zhang facilita avanços metodológicos.
Disseminação do conhecimento e mentoria
Além da pesquisa, Valdes dedica-se ao ensino e à orientação de estudantes de MIT e do ensino médio. Atua em laboratórios de biologia, séries de palestras e programas de mentoria com o Enroot, em Cambridge.
Ela coordena ações de extensão como oficinas com planárias no Whitehead Institute e visitas guiadas ao Discovery Lab para estudantes locais. Também participou de hackathons voltados a educação em STEM em Porto Rico.
Valdes cofundou o MIT Biology Application Assistance Program e contribui para o MIT BioPals, apoiando colegas que ingressam na pós-graduação. O objetivo é tornar processos de seleção mais acessíveis e justos.
Ao concluir o doutorado, a pesquisadora planeja um pós-doutorado e uma carreira docente, mantendo o foco em pesquisa acadêmica e na formação de novas gerações de cientistas.
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