O diretor criativo da Gucci, Sabato de Sarno, deixará o cargo após dois anos, em meio a uma crise enfrentada pela marca de moda italiana. A Kering, controladora da Gucci, não anunciou um substituto e informou que o desfile de moda outono-inverno em Milão será conduzido pelo escritório de design da marca. Essa mudança gerou […]
O diretor criativo da Gucci, Sabato de Sarno, deixará o cargo após dois anos, em meio a uma crise enfrentada pela marca de moda italiana. A Kering, controladora da Gucci, não anunciou um substituto e informou que o desfile de moda outono-inverno em Milão será conduzido pelo escritório de design da marca. Essa mudança gerou questionamentos sobre a saúde financeira da Kering, que viu suas ações caírem quase 4% na quinta-feira (6), embora tenham se recuperado, fechando em alta de 3,8%.
As vendas da Gucci, que representam a maior parte do lucro da Kering, caíram 25% no terceiro trimestre, levando a empresa a prever um lucro anual no menor nível desde 2016. De Sarno, que substituiu Alessandro Michele, buscou um estilo mais minimalista, focando na herança da marca, mas não conseguiu atrair consumidores em um cenário de demanda reduzida por produtos de luxo. A Kering, que também possui marcas como Balenciaga e Saint Laurent, enfrenta vulnerabilidades devido às flutuações no gosto dos consumidores.
A saída de De Sarno abre espaço para que o novo CEO da Gucci, Stefano Cantino, implemente sua visão para a marca. Cantino, ex-executivo da Louis Vuitton, assumiu em janeiro e sua nomeação faz parte de uma série de mudanças na administração da Kering. Analistas acreditam que uma nova direção criativa pode ser crucial para revitalizar a marca e recuperar participação de mercado.
Os resultados financeiros da Kering, que serão divulgados na próxima semana, ocorrem em um contexto de incertezas no setor de luxo. A LVMH, principal concorrente, reportou uma queda de 1% nas vendas de moda e artigos de couro, refletindo a cautela dos consumidores ricos. Apesar de um desempenho ligeiramente melhor que o esperado, a atualização da LVMH levantou preocupações sobre a recuperação lenta e desigual do setor, especialmente após a diminuição das compras de alto padrão por consumidores chineses.
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