Com a expectativa de um mercado volátil em 2025, muitos investidores estão adotando estratégias de opções para suavizar os impactos e gerar renda. O ano de 2024 foi marcado por oscilações nas ações, especialmente no setor de tecnologia, afetadas pelo modelo de IA DeepSeek da China e pelas incertezas das políticas comerciais da administração Trump. […]
Com a expectativa de um mercado volátil em 2025, muitos investidores estão adotando estratégias de opções para suavizar os impactos e gerar renda. O ano de 2024 foi marcado por oscilações nas ações, especialmente no setor de tecnologia, afetadas pelo modelo de IA DeepSeek da China e pelas incertezas das políticas comerciais da administração Trump. Os fundos negociados em bolsa (ETFs), como o JPMorgan Equity Premium Income ETF (JEPI), têm utilizado essas estratégias há anos e estão se tornando cada vez mais populares. Segundo a Morningstar, essa categoria de ETFs de renda derivativa atraiu R$ 33 bilhões em 2024, totalizando R$ 97 bilhões em ativos, um aumento significativo em relação aos R$ 3 bilhões no final de 2020.
Hamilton Reiner, chefe de derivativos de ações dos EUA na JPMorgan Asset Management, prevê um crescimento de lucros de dois dígitos para o mercado de ações em 2024, não se limitando apenas às chamadas “Magnificent Seven”. Ele acredita que, mantendo os múltiplos preço/lucro ou com uma leve redução, as ações podem apresentar alta de um dígito alto a dois dígitos baixos. Reiner também espera um nível de volatilidade um pouco maior do que no ano anterior, quando o S&P 500 teve um retorno de 23%. “Uma estratégia como essa busca aproveitar essa volatilidade maior, proporcionando aos investidores um pouco mais de renda e também um pouco mais de potencial de valorização”, afirmou.
O JEPI apresenta um rendimento de 7,12% em 30 dias, com uma taxa de administração de 0,35% e ativos de R$ 38,71 bilhões. O objetivo do fundo é equilibrar renda e retorno total, focando em ações que sejam fundamentalmente atraentes e que apresentem persistência nos lucros. A equipe garante diversificação, limitando a participação de qualquer ação a 2% do portfólio. Além disso, vendem opções fora do dinheiro no S&P 500, permitindo que os investidores ainda se beneficiem da valorização do mercado.
Reiner destaca que a estratégia não visa substituir ações ou títulos, mas sim complementar essas alocações, mantendo o mesmo perfil de risco. O Equity Premium Income ETF também pode ser uma opção para parte do excesso de caixa dos investidores, que atualmente soma R$ 6,92 trilhões em fundos do mercado monetário. “O dinheiro é como um assassino silencioso”, alertou Reiner, enfatizando que, embora possa parecer seguro, a falta de crescimento ao longo do tempo pode deixar os investidores à margem do mercado.
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