O Brasil enfrenta uma escassez significativa de mão de obra, com a taxa de desemprego prevista para encerrar 2024 em 6,6%, a menor média histórica. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que 70% das funções essenciais nos supermercados estão com vagas em aberto, refletindo a dificuldade do […]
O Brasil enfrenta uma escassez significativa de mão de obra, com a taxa de desemprego prevista para encerrar 2024 em 6,6%, a menor média histórica. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que 70% das funções essenciais nos supermercados estão com vagas em aberto, refletindo a dificuldade do setor em preencher essas posições. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) aponta que, em casos extremos, essa falta de trabalhadores tem levado ao adiamento da inauguração de novas lojas.
Em setembro do ano passado, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) reportou cerca de 357 mil vagas não preenchidas, representando 3,9% do total de empregos no setor. As funções mais afetadas incluem aquelas que são fundamentais para o funcionamento diário dos estabelecimentos, evidenciando a necessidade urgente de mão de obra qualificada.
Além da taxa de desemprego, outros fatores contribuem para essa situação. Muitos jovens, que costumam iniciar suas carreiras em supermercados, estão optando por trabalhos informais devido à flexibilidade e à possibilidade de acesso a programas sociais que facilitam a inserção no mercado de trabalho. Essa tendência tem impactado diretamente a disponibilidade de colaboradores para o setor.
A busca por emprego autônomo ou como pessoa jurídica também tem crescido entre os jovens, reduzindo ainda mais o número de candidatos dispostos a trabalhar em supermercados. Essa mudança de comportamento no mercado de trabalho representa um desafio adicional para o setor, que precisa se adaptar a essa nova realidade para atrair e reter talentos.
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