Durante uma recente conferência de imprensa, Florent Morillon, presidente do Bureau national interprofessionnel du cognac (BNIC), alertou que os próximos dez dias serão cruciais para a indústria do cognac. Ele enfatizou que 70% do negócio está em risco, o que pode resultar em 70.000 empregos perdidos se o governo não agir rapidamente. Christophe Veral, vice-presidente […]
Durante uma recente conferência de imprensa, Florent Morillon, presidente do Bureau national interprofessionnel du cognac (BNIC), alertou que os próximos dez dias serão cruciais para a indústria do cognac. Ele enfatizou que 70% do negócio está em risco, o que pode resultar em 70.000 empregos perdidos se o governo não agir rapidamente. Christophe Veral, vice-presidente da interprofissão, reforçou a gravidade da situação, mencionando que planos de demissão já estão sendo considerados.
As preocupações estão centradas nas tarifas impostas pela China sobre as importações de bebidas alcoólicas da Europa, que podem se tornar permanentes em 5 de abril. Morillon pediu ao ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, que busque uma prorrogação de três meses para essa decisão, além de solicitar que o Primeiro-ministro visite a China para resolver a questão. Patricia Gaborieau, vice-presidente da Organisme de défense et de gestion (ODG) Cognac, alertou que a situação é crítica, com uma queda de 60% nas exportações para a China nos últimos quatro meses.
Além disso, a indústria do cognac enfrenta uma nova ameaça dos Estados Unidos, que podem impor tarifas de até 200% sobre bebidas alcoólicas europeias se a União Europeia não desistir de taxar o bourbon. Morillon destacou que tanto a China quanto os EUA representam um mesmo problema, colocando a indústria em uma posição vulnerável devido a decisões políticas que não a envolvem diretamente.
Gaborieau também criticou a falta de conexão entre as tarifas sobre veículos elétricos e as bebidas alcoólicas, afirmando que a região do cognac é uma vítima colateral de um conflito comercial que a ultrapassa. A interprofissão exige que o governo intervenha para evitar um colapso na indústria, que possui uma longa história e importância econômica significativa.
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