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Investir no exterior é uma estratégia eficaz para garantir uma aposentadoria segura

Investir no exterior é uma estratégia recomendada para proteger a aposentadoria em tempos de inflação e desvalorização do real. Especialistas sugerem alocar entre 15% e 60% em ativos internacionais, dependendo do perfil do investidor. Essa diversificação ajuda a mitigar riscos e a preservar o poder de compra, além de oferecer acesso a setores não disponíveis no Brasil. A escolha dos ativos deve considerar o horizonte de aposentadoria e o perfil de risco, com opções que vão desde ETFs até ações de setores promissores, como tecnologia e consumo.

A depreciação da moeda brasileira e a inflação crescente têm levado especialistas a recomendar investimentos no exterior como uma estratégia eficaz para quem está poupando para a aposentadoria. Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que a inclusão de ativos internacionais na carteira previdenciária pode ajudar a […]

A depreciação da moeda brasileira e a inflação crescente têm levado especialistas a recomendar investimentos no exterior como uma estratégia eficaz para quem está poupando para a aposentadoria. Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que a inclusão de ativos internacionais na carteira previdenciária pode ajudar a preservar o poder de compra e reduzir riscos associados à volatilidade cambial. Um estudo da FGV indica que a exposição à variação cambial pode ser de até 15% para diferentes camadas de renda no Brasil, devido à dependência de produtos como alimentos e combustíveis que são atrelados ao dólar.

Investir no exterior não apenas protege contra a inflação local, mas também oferece acesso a setores que não estão disponíveis no Brasil. Yoshinaga sugere que o percentual de alocação em ativos internacionais deve ser ajustado conforme o perfil do investidor e seus planos de aposentadoria. Para aqueles que pretendem morar fora do país, uma maior proteção cambial é necessária. Além disso, a diversificação geográfica, incluindo mercados na Europa e na Ásia, pode proporcionar oportunidades em setores robustos, como tecnologia e energias renováveis.

A construção da carteira de investimentos deve levar em conta o perfil de risco e o tempo disponível para acumulação. Para investidores com planos de aposentadoria a curto prazo, recomenda-se uma alocação menor em ações, entre 20% e 30%, priorizando renda fixa. Já para aqueles com um horizonte de 20 a 30 anos, a alocação em ações pode ser maior, com 50% a 60% em ETFs, que replicam índices como o S&P 500, conhecido por sua forte performance histórica.

Os analistas também alertam sobre o risco no mercado imobiliário dos EUA, devido às altas taxas de juros e à oferta crescente de imóveis, que pode pressionar os preços. No entanto, o setor de tecnologia, especialmente em áreas como Inteligência Artificial, continua a ser visto como promissor. A recomendação é que os investidores façam suas escolhas com cautela, considerando as condições atuais do mercado e as tendências futuras.

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