Milhares de mineiros protestaram em La Paz devido à falta de combustível e à crise econômica que a Bolívia enfrenta. Eles bloquearam as principais avenidas da cidade, pedindo mais atenção do governo, já que a escassez de diesel e de material explosivo está dificultando a produção no setor. A mineração é muito importante para a economia do país, representando quase metade das exportações. Durante os protestos, a polícia foi chamada para controlar a situação e o ministro da Mineração pediu diálogo, ressaltando a necessidade de manter os preços do material explosivo estáveis.
Milhares de mineiros protestaram em La Paz nesta quarta-feira, bloqueando as principais avenidas da cidade em resposta à escassez de combustível e à crise econômica que afeta a Bolívia. Desde 2023, o país enfrenta uma grave crise financeira, marcada pela falta de dólares, que prejudica a importação de diesel, essencial para as operações mineradoras.
Os manifestantes exigem mais atenção do governo, afirmando que a produção do setor está em dificuldades. Honorato Condori, líder da Federação Boliviana de Cooperativas de Mineração (Fencomin), destacou que as cooperativas enfrentam problemas devido à “falta de diesel” e à escassez de material explosivo. A situação se agrava, pois a mineração representa quase 50% das exportações do país, que totalizaram US$ 6,6 bilhões de janeiro a setembro de 2024, segundo o Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE).
Durante os protestos, a polícia de choque foi mobilizada para fechar as ruas que levam à Plaza de Armas, onde estão localizados os escritórios presidenciais e o Congresso. O ministro da Mineração, Alejandro Santos Laura, pediu diálogo e afirmou que “a questão básica” é garantir que o preço do material explosivo não aumente, uma das principais demandas dos mineiros.
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