O Grupo Ducoco, conhecido por seus produtos de água e derivados de coco, está em recuperação judicial desde março, com uma dívida de R$ 670 milhões. A empresa propôs pagar apenas 10% dessa dívida em parcelas trimestrais, começando após um período de carência de 24 meses. O plano de recuperação inclui a possibilidade de vender ou arrendar a empresa, além de um leilão reverso onde os credores podem oferecer descontos para receber pagamentos antecipados. A Ducoco, que tem fábricas no Ceará e no Espírito Santo, deve dinheiro a vários credores, incluindo grandes bancos como Banco do Brasil e Itaú Unibanco. O plano ainda precisa ser aprovado pelos credores, que podem fazer alterações. A empresa espera que seu setor comece a crescer novamente em 2027, o que justifica a proposta de carência. Além disso, a Ducoco deve considerar a venda de ativos para ajudar a manter empregos e gerar receita. A crise financeira da empresa começou devido a problemas com linhas de crédito e altos custos financeiros.
O Grupo Ducoco, tradicional no setor de água e derivados de coco, entrou em recuperação judicial em março devido a uma dívida de R$ 670 milhões. A empresa, que foi vendida para a Malibu Holding em 2020, propôs pagar apenas 10% do total devido em parcelas trimestrais, com carência de 24 meses para o início dos pagamentos.
O plano de recuperação, que aguarda votação dos credores, inclui a possibilidade de venda ou arrendamento da empresa. A Ducoco possui duas unidades produtivas, uma no Ceará e outra no Espírito Santo, e o processo envolve duas entidades: Ducoco Alimentos e Ducoco Produtos Alimentícios. A proposta também prevê um leilão reverso, onde credores poderão oferecer descontos sobre seus créditos para receber pagamentos antecipados.
Os principais credores incluem o Banco do Brasil, que deve R$ 3,136 milhões, e o Itaú Unibanco, com R$ 6,559 milhões. A empresa sueca Tetra Pak, que fornece embalagens, tem um crédito de R$ 6,033 milhões. O administrador judicial, André Cruz, informou que ainda não há dados sobre a Assembleia Geral de Credores (AGC), onde as propostas poderão ser aprovadas ou rejeitadas.
Para justificar a carência de 24 meses, a Ducoco projeta que seu segmento começará a crescer novamente em 2027. O plano também sugere que os credores trabalhistas sejam pagos em 12 meses. A recuperação da empresa depende da aprovação do plano pelos credores, que inclui a possibilidade de um empréstimo DIP (Debtor-in-Possession) para financiar a reestruturação.
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