Uma parceria entre a Universidade Federal da Paraíba e a Embrapa criou uma nova bebida feita com maracujá-da-caatinga, um fruto típico da região. Esse fermentado gaseificado é parecido com espumantes e foi feito usando técnicas tradicionais de vinificação. A bebida tem um sabor agridoce e refrescante, com notas cítricas e florais, e agradou os consumidores em testes. Com cerca de 8% de álcool, o produto pode ser vendido por até R$ 100. Ele foi feito a partir de uma variedade de maracujá desenvolvida pela Embrapa, que é mais produtiva e resistente à seca. A ideia é ajudar a agricultura familiar e a economia local. A Coopercuc, uma cooperativa que já usa o maracujá-da-caatinga em cervejas artesanais desde 2019, também tentou fazer bebidas gaseificadas, mas teve dificuldades para produzir em grande escala.
Uma parceria entre a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) resultou no desenvolvimento de um fermentado gaseificado a partir do maracujá-da-caatinga (Passiflora cincinnata). A bebida, que se assemelha a espumantes, foi criada com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e impulsionar a economia regional.
O fermentado, que apresenta características similares ao vinho branco, foi produzido utilizando métodos tradicionais de vinificação, incluindo a fermentação secundária na garrafa. A pesquisadora Aline Biasoto, da Embrapa Meio Ambiente, destacou que testes de aceitação mostraram que a bebida agradou aos consumidores, tanto na versão sem açúcar quanto na versão brut. Com um teor alcoólico de aproximadamente 8ºGL, o produto possui aroma exótico e notas cítricas e florais.
O fermentado foi elaborado a partir da variedade BRS Sertão Forte, desenvolvida pela Embrapa Semiárido após doze anos de pesquisa. Essa variedade, lançada em 2016, é a primeira de maracujá-da-caatinga voltada para a produção comercial, apresentando maior produtividade e frutos até três vezes maiores que os nativos. O pesquisador Saulo Aidar ressaltou que a BRS Sertão Forte é tolerante à seca e possui grande potencial para o processamento agroindustrial.
A Coopercuc (Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá) já utilizava o maracujá-da-caatinga na produção de cervejas artesanais desde 2019. José Milton Barbosa da Silva, coordenador de produção da Coopercuc, informou que a cooperativa produz cerca de quatro mil garrafas de 500 ml por ano. A entidade havia testado fermentados gaseificados anteriormente, mas enfrentou dificuldades para a produção em larga escala.
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