Entidades que representam pequenas centrais hidrelétricas estão tentando derrubar os vetos do presidente Lula sobre a lei das eólicas offshore, que obriga o governo a contratar energia dessa fonte. Lula vetou a contratação de 4,9 GW de PCHs, mas esse veto será analisado neste mês e pode ser derrubado. Apesar de a lei exigir que metade da energia nova contratada em leilões seja destinada às PCHs, a demanda das distribuidoras é baixa, com expectativa de apenas 200 MW no próximo leilão, enquanto 241 novas hidrelétricas foram cadastradas. As distribuidoras estão com energia demais e têm dificuldade em consumir o que já contrataram. Especialistas afirmam que a derrubada dos vetos ajudaria as PCHs, pois obrigaria o governo a comprar a energia, mesmo sem demanda das distribuidoras. As PCHs são importantes para o sistema elétrico, especialmente com o aumento das energias solar e eólica, que são intermitentes. No entanto, a contratação compulsória pode gerar custos extras para os consumidores e complicar o escoamento de energia no país.
Entidades do setor de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) buscam derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei das eólicas offshore. O veto à contratação de 4,9 GW de PCHs será analisado neste mês, com possibilidade de reversão. A lei exige a contratação obrigatória de energia eólica, independentemente da demanda.
As PCHs esperam que a derrubada dos vetos ajude a impulsionar o setor, que enfrenta dificuldades. A contratação compulsória de energia por meio de leilões de reserva de capacidade poderia garantir a compra dos 4,9 GW de energia. A presidente da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABPCH), Alessandra Torres, afirma que a energia das PCHs é essencial para o sistema elétrico, especialmente com o aumento das fontes intermitentes.
Apesar da expectativa de um leilão em agosto, a demanda das distribuidoras permanece baixa. No último leilão, apenas 175 MW foram contratados, e a previsão é que a demanda atual não ultrapasse 200 MW. As distribuidoras enfrentam dificuldades devido à redução de consumidores no mercado regulado e ao excesso de energia contratada anteriormente.
A situação é preocupante, pois a construção de grandes hidrelétricas gera conflitos políticos e ambientais. Especialistas alertam que a contratação compulsória de energia pode gerar custos adicionais para os consumidores e complicar o escoamento de energia no país. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) já indicaram que algumas regiões não têm capacidade para receber mais PCHs.
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