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BRB mantém sigilo sobre compra de fatia do Banco Master em meio a investigações

BRB impõe sigilo sobre compra do Banco Master, enquanto MP pede suspensão da transação por supostas ilegalidades no processo.

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O Banco de Brasília (BRB) decidiu manter em sigilo os documentos sobre a compra de uma parte do Banco Master, que custa R$ 2 bilhões. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, disse que a divulgação dessas informações poderia prejudicar a competitividade do banco. A transação está sendo investigada por quatro órgãos de controle e precisa da aprovação do Banco Central e do Cade. O Ministério Público pediu à Justiça que impeça a compra, alegando que o BRB não seguiu os procedimentos legais necessários. O Banco Master teve um crescimento rápido nos últimos anos, mas também é alvo de críticas por suas práticas financeiras.

O Banco de Brasília (BRB) decidiu impor sigilo a documentos internos referentes à aquisição de uma participação significativa no Banco Master, avaliada em R$ 2 bilhões. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, argumentou que a divulgação dessas informações poderia prejudicar a competitividade da instituição no mercado.

A transação está sob investigação de quatro órgãos de controle e requer a aprovação do Banco Central (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Coluna do Estadão solicitou acesso a documentos relacionados ao processo, mas o BRB negou o pedido em três ocasiões, a mais recente em 5 de maio.

O ofício do BRB destacou que a divulgação irrestrita de informações poderia impactar negativamente a sustentabilidade financeira da instituição. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pediu à Justiça que impeça a concretização do negócio, alegando que o BRB não obteve a aprovação necessária da Câmara Legislativa do Distrito Federal e da assembleia de acionistas.

Nos últimos quatro anos, o Banco Master aumentou seu patrimônio em dez vezes e quintuplicou sua carteira de crédito, impulsionado pela oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDB) com taxas superiores a 140% do CDI. O BC já havia sido alertado sobre práticas fora do padrão do Banco Master, levando a um endurecimento das regras para a instituição.

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